- Maria Capitão (25/06/2013)
- Soraia Campos (18/09/2013)
- Pedro Barrento (16/10/2013)
- L. C. Lavado (20/11/2013)
- Colleen Houck (18/12/2013)
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segunda-feira, 9 de maio de 2016
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Rubrica Mensal - Entrevistas a Autores - Colleen Houck
Sim, esta é a nossa quinta
entrevista. A autora entrevistada foi a fantástica Colleen Houck. Esta autora
tem quatro livros editados em Inglês e apenas dois foram já lançados em
português. Já ouviram falar da “Saga do Tigre”? Pois é, esta é a autora dessa fantástica
coleção. Os livros “A Maldição do Tigre”, “Tiger’s
Curse” no original, e “O Resgate do Tigre”, originalmente “Tiger’s Quest” já foram criticados no
nosso blogue e podem ler as opiniões Aqui. Os restantes, cujos títulos são “Tiger’s Voyage” e “Tiger’s Destiny”, ainda não foram lançados em português. A boa
notícia é que a Porto Editora, a editora responsável pelo lançamento da série,
planeia o lançamento do “Tiger’s Voyage”
para o primeiro trimestre do ano que vem. Ansiosos? Eu estou!
A autora nasceu em Tucson, nos
Estados Unidos da América, no dia 3 de Outubro de 1969. O seu género literário
insere-se nos Romances, na Literatura para Jovens Adultos e na Ficção.
Considera que tem influências literárias de autores como Shakespeare, Stephenie
Meyer, Christopher Paolini, J. K. Rowling, Madeleine L’Engle, Jules Verne,
Orson Scott Card, H. G. Wells e John Steinbeck.
Antes de tudo a autora considera-se
uma leitora. Adora ação, aventura, ficção científica e romance e os seus livros
favoritos incluem um pouco de cada um. Depois de entrar na Universidade do
Arizona, desistiu da escola para ir numa missão da igreja, onde conheceu o
marido. Desde então teve vários empregos, incluindo advogada, gerente de
cozinha chinesa, entre outros, e mais recentemente intérprete de linguagem de
sinais americana. Ela também se considera especialista na montagem de Big Macs e Big Bacon Classics e o seu canal favorito é o Food Network Channel. Colleen tem vivido no Arizona, Idaho, Utah,
Califórnia e Carolina do Norte e agora está a morar fixamente em Salem, no
Oregon, com o seu marido e o seu gigante tigre branco de peluche. Podem saber
tudo sobre ela e os seus livros no seu site,
a que podem aceder Aqui, ou segui-la no Twitter Aqui.
Estivemos a falar com a autora e
ela respondeu às nossas perguntas, que traduzimos para vocês:
1
– Como te sentiste quando o teu primeiro livro foi lançado?
R:
Eu senti-me maravilhada e orgulhosa. Foi uma longa jornada, mas foi também uma
jornada excitante.
2
– Qual foi a tua inspiração para escrever a “Saga do Tigre”?
R:
A Bela e o Monstro. Eu sabia que queria um lindo príncipe e escolhi um tigre
para o meu monstro. Isso conduziu-me à India.
3
– Quem mais te apoiou na tua escrita?
R: Eu teria de dizer o meu marido, mas a minha família esteve lá durante todo o processo. Eu levo sempre comigo para as conferências a minha mãe e irmãs e elas ajudam-me da maneira que podem.
R: Eu teria de dizer o meu marido, mas a minha família esteve lá durante todo o processo. Eu levo sempre comigo para as conferências a minha mãe e irmãs e elas ajudam-me da maneira que podem.
4
– Consegues pensar em ti como escritora?
R: Sim e não. Eu nunca considerei escrever como uma carreira e pensei que
seria um passatempo divertido. Quem diria que isto acabaria por ser o que eu
faria todos os dias como trabalho…
5
– Como te descreverias em três palavras?
R: Organizada, Criativa e um
bocadinho “maníaca do controlo”.
6
– Em que livro estás a trabalhar agora?
R:
Num livro com um tema egípcio, ainda sem título, que vai ser
publicado na primavera de 2015.
7
– Eu li “A Maldição do Tigre” e “O Resgate do Tigre” e adorei os dois! A série
vai ter apenas quatro livros?
R: Por agora. Está planeado um quinto livro, mas ainda não há data de publicação prevista para ele.
R: Por agora. Está planeado um quinto livro, mas ainda não há data de publicação prevista para ele.
Demos
assim a nossa entrevista por terminada e desejámos muita sorte à autora para a
sua carreira.
Os
livros já editados em português e até mesmo as suas versões originais podem ser
adquiridos na Wook:
-
A Maldição do Tigre (14,94 €) – Aqui
-
O Resgate do Tigre (14,94 €) – Aqui
-
Tiger’s Curse (8,99 €) - Aqui
-
Tiger’s Quest (8,99 €) – Aqui
-
Tiger’s Voyage (8,99 €) – Aqui
-
Tiger’s Destiny (8,99 €) – Aqui
O
blogue, os leitores e eu agradecemos a disponibilidade da autora e desejamos
uma boa continuação do seu excelente trabalho!
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Rubrica Mensal - Entrevistas a Autores - L. C. Lavado
Estamos então na nossa quarta
entrevista, para a qual escolhemos a Liliana C. Lavado. Esta autora tem, neste
momento, dois livros publicados entre os quais temos “Inverso” e “Inverno de
Sombras”. O seu livro mais recente, “Inverno de Sombras”, já foi criticado
anteriormente e podem ler a opinião Aqui.
A Liliana nasceu em Aveiro e está, atualmente,
na Suíça. É licenciada em Gestão de Marketing e dedica-se principalmente à sua
escrita. Entre as suas influências literárias encontram-se Alex Bell, Sherrilyn
Kenyon, John Green, Gayle Forman, Carlo Ruiz Záfon e P. C. Cast. Tem um blogue
a que chamou “Neuroses da Escrita 2.0” e a que podem aceder Aqui. O blogue
Histórias Fantásticas esteve a falar com ela e fez-lhe algumas perguntas:
1
– Como te sentiste quando o teu primeiro livro foi lançado?
R:
Um misto de orgulho e terror. Orgulho, por ver o livro a partilhar as prateleiras
com os meus escritores preferidos. Terror, porque a partir daquele momento ele
ia para as mãos de muitos leitores e estaria exposto a qualquer tipo de
crítica.
2
– Qual foi a tua inspiração?
R: Lisboa. A cidade que
continua entre as minhas preferidas e da qual tantas saudades tenho. Há
qualquer coisa em Lisboa que não consigo definir... faz-me sentir em casa.
3
– Quem mais te apoiou na escrita do livro?
R: O meu marido. Foi a
ele que dediquei o livro. É sempre a primeira pessoa a ler o que escrevo.
4
– Já consegues pensar em ti como escritora?
R: Sim, consigo. Mas demorei algum tempo.
Existem demasiados estereótipos e demasiadas pessoas a definirem quem é e
quem não é escritor, eu nunca me encontrei em nenhum deles, tive de descobrir o
meu.
5
– Como te descreverias em três palavras?
R: Simples. Teimosa. Original.
6
– Já sabemos que estás a trabalhar num próximo livro, a continuação do tão
apreciado “Inverno de Sombras”, que foi, inclusive, recomendado por inúmeros
leitores do Goodreads. Quando prevês terminar o livro “Fantasmas de Pedra”? E
quando será o seu lançamento?
R:
Para minha vergonha, tenho de dizer, está atrasado.
A primeira previsão era terminar o
“Fantasmas de Pedra” em Setembro, mas a data passou e ainda tenho muitas
páginas para escrever.
Neste momento ainda não está definido com
a editora qual será o livro a lançar em 2014, muito provavelmente será “O Diabo
dos Anjos” e só depois virá “Fantasmas de Pedra”. Existem personagens em comum
nestes dois livros e seria mais curioso para os leitores lerem agora “O Diabo
dos Anjos”... por muito ansiosos que estejam em reencontrar a Isadora e a
Andrea e continuar a história do “Inverno de Sombras”.
7
– Que podes contar-nos do teu primeiro projeto em Inglês “The Writing Heritage“?
R: “The Writing
Heritage” é um ‘livro-experiência’, não só porque é o meu primeiro em Inglês,
mas também porque foge ao género da Fantasia Urbana que tem vindo a ser o meu
estilo literário até aqui.
Esta é uma história de
mistério que, embora esteja quase terminada, ficou ‘na gaveta’ com a publicação
do “Inverno de Sombras”. Talvez será retomada em 2014.
8
– Se as pessoas quiserem comprar os teus livros onde o podem fazer?
R:
“Inverno de Sombras” está disponível em qualquer livraria (FANC,
Bertrand, Leya...) ou grande superfície comercial (Continente, Pingo Doce...)
assim como as lojas online.
“Inverso” está disponível na Amazon (Papel e
eBook) e na iTunesStore e Kobo.
Dou
assim por terminada esta entrevista e desejo-te muito sucesso na
tua carreira, que ainda está apenas no início e já se mostra tão promissora. O
blogue, os leitores e eu agradecemos a tua disponibilidade. Continua o bom
trabalho!
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Rubrica Mensal – Entrevistas a Autores – Pedro Barrento
Apresento-vos a nossa terceira
entrevista. O autor escolhido foi o Pedro Barrento, que tem, neste momento,
apenas um livro publicado. O livro, que se chama “O Príncipe e a Singularidade
– Um Conto Circular”, já foi criticado anteriormente aqui no blogue e podem ler
a opinião Aqui.
O Pedro Barrento nasceu em
Moçambique à 51 anos atrás, frequentou a escola em Lisboa e é licenciado em
Direito. Por volta dos 33 anos, ele decidiu que havia mais na vida do que ser
advogado e tentou a sua sorte em vários negócios, sendo que o mais bem-sucedido
foi uma companhia que produz e gere bandas de rock. Há um ano atrás decidiu
pegar novamente num hobby esquecido
há muito tempo: escrever. Começou com um blogue dedicado principalmente a
sátira política e, encorajado pelo feedback que recebeu no blogue, decidiu
tentar escrever um livro.
1
– Como te sentiste quando o teu primeiro livro foi lançado?
R: O meu primeiro livro não foi “lançado” no sentido
tradicional do termo, dado que está editado em self-publishing através da Amazon, Smashwords, Createspace, Barnes
& Noble, etc. Quando fiz upload
para a Amazon, senti-me completamente exausto.
2
– Qual foi a tua inspiração?
R: O livro não tem uma
inspiração clara, porque eu nunca decidi escrever um livro sobre um determinado
assunto. Eu fui tendo ideias para pequenas partes, que foram surgindo e sendo
escritas de forma não sequencial (p.e., cap. 1, 2, 9, 12, etc.).
A certa altura comecei a
acreditar que era possível ligar todas aquelas partes que tinham sido escritas
em separado, de forma a que se transformassem num livro com um princípio, meio
e fim e com uma mensagem coerente.
Até hoje ainda não
consegui perceber como foi possível escrever um livro, partindo de uma “manta
de retalhos” não sequencial e sem uma definição prévia do que iria ser a
história e a mensagem.
Vou tentar explicar a
forma quase inverosímil como o livro foi escrito.
Se fores ao meu blog, que contém basicamente sátira
política, vais encontrar um conto chamado “Um Conto Medieval” (Aqui), que é uma sátira aos
acontecimentos do 1º de Maio de 2012, com a cadeia de supermercados Pingo Doce.
Esse texto, por exemplo, acabou por se transformar, com pouquíssimas
alterações, no capítulo 22 do livro, onde tem um significado completamente
diferente do original, apesar de os textos terem poucas diferenças.
O começo do livro, em que
os deuses jogam a sua divindade às cartas, era inicialmente um texto curto, com
duas ou três páginas, que satirizava simultaneamente a crise política europeia
e (acreditem ou não) a falta de sardinhas que houve nos santos populares de
2012.
Eu sei que isto parece
impossível, para quem leu o livro, mas parte do texto sobre as sardinhas foi
reciclada e transformou-se no começo do livro.
Foi quando eu estava à
beira de colocar esse texto no meu blog,
que subitamente comecei a ter outras ideias e pensei para comigo que aquele
começo era demasiado bombástico para ser desperdiçado numa brincadeira sobre
política e sardinhas.
Seguidamente, escrevi o
capítulo 9, que se passa num parque de estacionamento, em finais do séc. XX (ou
séc. XXI, não sei) e a seguir escrevi o capítulo 12, que fecha a primeira parte
do livro.
Quem leu o livro sabe que
os cap. 1, 2, 9 e 12, encarados separadamente, não têm nada que ver uns com os
outros. Milagrosamente, acabaram por ser conjugados numa história (quase)
coerente. Depois de ter escrito os capítulos todos até ao 12 achei que tinha
escrito uma “short story”, e a coisa
esteve parada durante uns dias (ou umas semanas, não tenho a certeza).
Finalmente, decidi transformar
a “short story” num livro e escrevi o
capítulo 13, que faz a transição para a segunda parte. Depois escrevi o
capítulo 23, que dá ideia do que vai ser o fim do livro e que foi o capítulo
mais fácil de escrever. Simplesmente tive uma visão de uma “doomsday landscape”, com a Senhora dos Corvos no cimo da montanha, e comecei
a escrever o que estava a ver.
Respondendo
concretamente à tua pergunta, e como já deve estar claro, depois desta
explicação toda, não houve uma inspiração específica para o livro, eu
simplesmente fui descobrindo o que era o livro à medida que o escrevia.
3
– Quem mais te apoiou na escrita do livro?
R: Inicialmente, ninguém.
O livro foi um ato solitário, iniciado e escrito maioritariamente durante um
período de dois meses em que estive sozinho em casa. Aliás, eu só consigo
escrever quando estou sozinho.
Depois
do rascunho inicial, o livro teve a grande ajuda da Lynn Curtis (site oficial Aqui), que trabalhou quase de graça,
da Teresa Frederico, que reviu o texto português de graça, do Sandro Marques
que foi lendo os rascunhos e dando umas dicas e só me conhecia do Facebook, e
de algumas pessoas que fizeram rascunhos para a capa, apesar de não serem as
autoras da capa final (Paula Soto Maior e Fernanda Gil).
4
– Já consegues pensar em ti como escritor?
R: Eu consigo, mas isso só se concretiza se o resto da sociedade achar
que eu sou escritor. Tirando as opções de “asceta em gruta” quase tudo no nosso
mundo depende de feedback social.
5
– Como te descreverias em três palavras?
R: Solitário, sonhador e irascível.
6
– Já estás a trabalhar num próximo livro? Se sim, quando tencionas acabá-lo e
publicá-lo?
R:
Tenho partes de um segundo livro a surgir na minha mente. Duvido muito que o
escreva se este primeiro livro não tiver um grau mínimo de sucesso. Por uma questão
de feitio, eu sou incapaz de fazer seja o que for sem um determinado grau de
qualidade formal, o que quer dizer que tenho uma quantidade razoável de
dinheiro investida neste livro, principalmente na versão inglesa (revisões, literary consultacy, etc.). Se este
livro não pagar esses investimentos e o ano inteiro que gastei a escrevê-lo e a
promovê-lo, duvido muito que o segundo livro chegue ao papel, pela simples
razão de que não sou suficientemente rico para investir em livros que não se
paguem a si próprios.
7
– Se as pessoas quiserem comprar o teu livro, O Príncipe e a Singularidade – Um
Conto Circular, onde o podem fazer?
R: Seguem-se os links
para as versões digitais e em papel, em inglês e em português. O primeiro link é para a Amazon USA, onde se
encontra a maior parte das reviews ao
livro, mas que não é o melhor link
para adquirir o mesmo, dado que, a partir de Portugal, fica mais barato comprar
na Amazon UK:
Dou
assim por terminada esta entrevista. Desejo-te muita sorte
para a tua carreira, que ainda está apenas no início! O blogue, os leitores e
eu agradecemos a tua disponibilidade. Continua o bom trabalho!
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Rubrica Mensal - Entrevistas a Autores - Soraia Campos
Finalmente a nossa segunda
entrevista. A autora escolhida este mês foi a Soraia Campos, que tem neste
momento apenas um livro publicado. O livro, que se chama “A Noite do Dia –
Lágrima de Sangue”, já foi criticado anteriormente e podem ler a opinião Aqui.
O seu nome completo é Ana Soraia
Pereira Campos e nasceu em Aveiro no dia 13 de Outubro de 1992. Sempre mostrou
gosto pela escrita e desejou poder encher uma biblioteca de livros seus.
Considera a música um vício para si e refere que esta é muita da sua
inspiração. Queria ser jornalista ou advogada, mas está prestes a ingressar no
curso de técnica superior de justiça.
Esteve ausente do ensino escolar
durante dois anos e meio, mas regressou e tornou-se uma excelente aluna. Hoje,
incentiva os jovens a não desistirem de estudar para terem uma mais-valia para
o futuro e momentos de convivência com outras pessoas.
Adora apreciar noites estreladas,
preferencialmente com a lua cheia. Aliás, tem um fascínio por este tema e
reflete-o na sua escrita.
Tem dois irmãos e três sobrinhos,
vive com o irmão mais novo e os pais numa pequena localidade de Aveiro e assume
que tem nos amigos o escape que necessita para poder continuar a lutar pelos
seus sonhos.
Define-se como persistente,
sonhadora e imprevisível.
1
– Como te sentiste quando publicaste o teu primeiro livro?
R: Senti-me completamente
extasiada; parecia que estava a sonhar. Nunca pensei que o meu sonho pudesse
ser concretizado assim tão depressa. Quando vi o livro pela primeira vez, senti
uma satisfação tão grande, era como se fosse um filho que tivesse visto a luz
do dia naquele momento. Toquei nele, pois ainda julgava que tudo não passasse
de um sonho. Nunca vou esquecer a sensação de o ter nas minhas mãos e de sentir
que, de facto, tinha sido eu própria a escrevê-lo.
Fiquei, sem sombra de dúvida, bastante emocionada.
2
– Em que te inspiraste para a sua criação?
R: Desde pequena que tenho um fascínio inexorável pelo tema do
sobrenatural, fascínio esse que surgiu através da leitura, de séries, de
filmes, que de certa forma fizeram despertar a minha criatividade. A par disso,
a observação de pessoas também contribuiu e muito para que eu conseguisse
compor um enredo minimamente estruturado e credível,
até porque o meu livro não retrata apenas o mundo misterioso das criaturas da
noite, mas também relata vivências de personagens de carne e osso que amam
e sofrem porque amam.
3
– Quem mais te apoiou na escrita do livro?
R: É complicado restringir as pessoas
que me apoiaram nesta minha aventura, contudo sem sombra de dúvida tenho que
referir o nome de uma amiga que praticamente me obrigou a enviar o email à
editora: Adriana Santos. Ela sempre esteve por perto e nunca deixou de
acreditar em mim. Além disso, há professores que me permitiram ter uma
capacidade razoável para poder me aventurar na escrita. A eles
agradeço todos os dias. Enfim, apesar de poucas pessoas terem tido conhecimento
deste meu sonho muito recentemente o que é certo é que recebi imenso apoio e sobretudo
os parabéns por ter ido em frente com este meu projeto.
4
– Já consegues pensar em ti como escritora?
R: De facto ainda é muito cedo para pensar em mim como uma verdadeira
escritora, contudo posso-me assumir como alguém que já está no mercado de trabalho
apesar dos meus tenros 20 anos de idade e de ainda não
ter concluído o ensino superior. É claro que para mim ainda é
complicado assimilar isto tudo; ainda é ligeiramente estranho saber que o meu
livro está disponível no país inteiro; que qualquer pessoa
o pode comprar e ler, tendo por isso acesso a um conjunto de pensamentos
que eu tentei transpor para o papel.
Quando,
antes da publicação do livro, os meus amigos me chamavam de escritora era um
pouco constrangedor já que eu própria não me sentia assim, porém a
partir da noite de 14 de junho (data em que a obra foi lançada) acabei por me
mentalizar que eu era, de facto, escritora.
5
– Já tive oportunidade de ler o teu livro, que me foi enviado pela Chiado
Editora, e devo dizer que gostei bastante. Apercebi-me que tem continuação. Já
estás a trabalhar nela?
R: Sim, já estou a
trabalhar nela. Aliás já conclui o segundo volume estando já a escrever o
terceiro. Terminei "lágrima de sangue" em agosto e menos de dois
meses depois estava já a trabalhar no segundo, já que considerei que precisava
de um tempinho afastada da escrita para que pudesse voltar em força e foi isso
mesmo que aconteceu. A 1 de outubro volto a debruçar-me neste projeto e vou
conciliando-o com a escola. Foi complicado mas com empenho, força, e sobretudo
vontade consegui terminá-lo a 23 de março.
6
– Para quando está previsto o lançamento do teu próximo livro?
R:
Já o concluí e já o enviei à editora contudo
exigem novamente que eu faça um investimento como no primeiro caso e eu neste
momento não tenho condições para isso, portanto estou à espera talvez de um
investidor que queira eventualmente investir neste meu projeto. Até
porque eu própria queria que o segundo ainda saísse este ano, pois
quem já leu o primeiro está ansioso por devorar o segundo.
7
– O que é que uma pessoa pode fazer para te ajudar nesse investimento? Para
onde pode enviar uma contribuição?
R: Adorava que me auxiliassem nesta
demanda e ficaria realmente muito feliz se o fizessem. Em primeiro lugar
gostaria que me contactassem via telefónica ou através do email que envio já a
seguir: 916567684 / anasoraya13@hotmail.com . Também me podem contactar
através do facebook – Soraia Campos.
8
– Se as pessoas quiserem comprar o teu livro onde o podem fazer?
R: Podem encontrá-lo nos seguintes locais:
Livraria Les Enfants Terribles
Rua Bulhão Pato, n.º 1
1700-081 Lisboa
Livraria Nun’Álvares
Rua 5 de Outubro, n.º
59
7300-133 Portalegre
Livraria Papelaria 115
Praça 8 de Maio, n.º
29
3000-300 Coimbra
Livraria Branco
Rua Dr. Roque
Silveira, n.º 95
5000-630 Vila Real
Livraria Caminho
Rua Pedro Santarém,
n.º 41
2000-223 Santarém
Representações Online
Praça do Comércio, n.º
108
4720-337 Ferreiros AMR
Livraria Universo
Rua do Concelho, n.º
13
2900-331 Setúbal
Livraria de José Alves
Rua da Fábrica, n.º 74
4050-246 Porto
Livraria Esperança
Rua dos Ferreiros, 119
9000-082 Funchal
Nazareth e Filho
Praça do Giraldo, 46
7000-406 Évora
Livraria Graça
Rua da Junqueira, n.º
46
4490-519 Póvoa do
Varzim
Aliete S Clara Brito
Avenida 25 de Abril,
lote 24 R/C
8500-511 Portimão
Livraria
Caravana
Morada Sede: Av. 25 de
Abril, Edf. Vila Flôr 6º
8100-596 Loulé
Está também disponível
online:
- no site da
editora: Aqui
- Wook: Aqui
- Bertrand: Aqui
É possível também
encomendá-lo em qualquer balcão Fnac, Book.it, Bertrand e Bulhosa.
9
– Estás a pensar fazer uma versão beta (enviar uma cópia antes de sair o livro
para que algumas pessoas o avaliem) do teu livro?
R: Não, nunca pensei nisso, até porque
nunca ninguém me falou acerca dessa possibilidade.
Penso que seria uma boa aposta para
melhorar alguns aspetos do livro antes do lançamento. Há muitos escritores que
o fazem. Aconselho-te também que consultes o site Goodreads para publicitares o
teu trabalho.
Dou assim por terminada esta
entrevista. Desejo-te sorte para a tua carreira! O blogue, os leitores e eu
agradecemos a tua disponibilidade. Continua o bom trabalho!
terça-feira, 25 de junho de 2013
Rubrica Mensal – Entrevistas a Autores – Maria Capitão
Este mês vamos começar uma nova
rubrica onde vamos fazer entrevistas a alguns autores. A autora que
entrevistámos este mês é a Maria Capitão que tem, neste momento, dois livros
publicados. O mais recente já foi criticado no nosso blogue e chama-se “E se?”.
Podem ler a opinião aqui. O seu primeiro livro chama-se “A História de
Diablocity” e foi publicado em 2011. A autora nasceu em Maio de 1995 na Marinha
Grande.
1
– Como te sentiste quando publicaste o teu primeiro livro?
R: Mal conseguia acreditar,
senti-me feliz, chocada e elétrica ao mesmo tempo. Sempre fora um sonho de
criança e mal consegui acreditar; comecei a gritar, contente e a correr pela
casa divulgando a notícia à minha família.
2
– Agora publicaste o segundo, sentiste o mesmo ou foi diferente de alguma
maneira?
R: Foi igual – apesar de já ter
publicado um não me sentia confiante que pudesse publicar um segundo livro.
Assim que recebi o e-mail da editora a oferecer-me um contrato pulei da cadeira
e corri escadas abaixo a contar tudo à minha família, feliz. Mal conseguia
acreditar, tive que me beliscar várias vezes. O facto de já ter publicado um
fez com que acreditasse ainda menos que seria capaz de o fazer uma segunda vez.
3
– Qual dos dois foi mais difícil de escrever? Porquê?
R: O segundo. O primeiro foi uma
história meramente ficcional enquanto o segundo retrata uma fase da minha vida,
uma fase na qual sofri e sorri. É mais difícil olharmos para dentro de nós e
falarmos dos nossos sentimentos do que criar uma história na nossa cabeça,
esquecendo os nossos problemas através dela.
4
– Sentes então que, finalmente, consegues viver com o passado?
R: Consegui, após o segundo livro,
aprender a viver com parte do passado. Aprendi, após escrever, a lidar com uma
gota de água no mar que é a minha vida, tal como a de todos. O resto do meu
passado é tema do terceiro livro que estou a escrever, do qual já tive a confirmação
que será publicado pela mesma editora.
5
– A tua família sempre apoiou o teu sonho?
R: Sempre me disseram que eu seria
capaz de o fazer e ajudaram-me quando eu não acreditava que seria capaz de o
fazer. Nesse aspeto sempre tive apoio, tanto por parte de amigos como da minha
família.
6
– Então e esse terceiro livro tem uma data mais ou menos prevista?
R: Apenas enviei um rascunho para a
Chiado Editora que disseram que me queriam oferecer contrato – o terceiro livro
será uma espécie de um diário escrito sobre um tema específico. Sei que para
Outubro já terei o livro terminado e provavelmente o livro apenas será
publicado no início de 2014.
7
- Onde é que os nossos leitores podem comprar os teus livros?
R: Tanto me podem contactar
diretamente e vendo-os já com autógrafo e dedicatória ou encomendado na FNAC. O
segundo livro encontra-se também em Lisboa, Portalegre, Coimbra, Santarém,
Porto, Viseu, entre outras cidades.
Onde podem comprar os livros:
A História de Diablocity:
- Falando com a autora - Aqui
E se?:
- Na Wook - Aqui
- Na Chiado Editora - Aqui
- Falando com a autora - Aqui
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