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terça-feira, 25 de junho de 2013

Rubrica Mensal – Entrevistas a Autores – Maria Capitão

Este mês vamos começar uma nova rubrica onde vamos fazer entrevistas a alguns autores. A autora que entrevistámos este mês é a Maria Capitão que tem, neste momento, dois livros publicados. O mais recente já foi criticado no nosso blogue e chama-se “E se?”. Podem ler a opinião aqui. O seu primeiro livro chama-se “A História de Diablocity” e foi publicado em 2011. A autora nasceu em Maio de 1995 na Marinha Grande.
                                 
1 – Como te sentiste quando publicaste o teu primeiro livro?
R: Mal conseguia acreditar, senti-me feliz, chocada e elétrica ao mesmo tempo. Sempre fora um sonho de criança e mal consegui acreditar; comecei a gritar, contente e a correr pela casa divulgando a notícia à minha família.

2 – Agora publicaste o segundo, sentiste o mesmo ou foi diferente de alguma maneira?
R: Foi igual – apesar de já ter publicado um não me sentia confiante que pudesse publicar um segundo livro. Assim que recebi o e-mail da editora a oferecer-me um contrato pulei da cadeira e corri escadas abaixo a contar tudo à minha família, feliz. Mal conseguia acreditar, tive que me beliscar várias vezes. O facto de já ter publicado um fez com que acreditasse ainda menos que seria capaz de o fazer uma segunda vez.

3 – Qual dos dois foi mais difícil de escrever? Porquê?
R: O segundo. O primeiro foi uma história meramente ficcional enquanto o segundo retrata uma fase da minha vida, uma fase na qual sofri e sorri. É mais difícil olharmos para dentro de nós e falarmos dos nossos sentimentos do que criar uma história na nossa cabeça, esquecendo os nossos problemas através dela.

4 – Sentes então que, finalmente, consegues viver com o passado?
R: Consegui, após o segundo livro, aprender a viver com parte do passado. Aprendi, após escrever, a lidar com uma gota de água no mar que é a minha vida, tal como a de todos. O resto do meu passado é tema do terceiro livro que estou a escrever, do qual já tive a confirmação que será publicado pela mesma editora.

5 – A tua família sempre apoiou o teu sonho?
R: Sempre me disseram que eu seria capaz de o fazer e ajudaram-me quando eu não acreditava que seria capaz de o fazer. Nesse aspeto sempre tive apoio, tanto por parte de amigos como da minha família.

6 – Então e esse terceiro livro tem uma data mais ou menos prevista?
R: Apenas enviei um rascunho para a Chiado Editora que disseram que me queriam oferecer contrato – o terceiro livro será uma espécie de um diário escrito sobre um tema específico. Sei que para Outubro já terei o livro terminado e provavelmente o livro apenas será publicado no início de 2014.

7 - Onde é que os nossos leitores podem comprar os teus livros?
R: Tanto me podem contactar diretamente e vendo-os já com autógrafo e dedicatória ou encomendado na FNAC. O segundo livro encontra-se também em Lisboa, Portalegre, Coimbra, Santarém, Porto, Viseu, entre outras cidades.

É tudo, obrigada pela tua participação! O blogue, os leitores e eu agradecemos. Continua o bom trabalho!


Onde podem comprar os livros:

  A História de Diablocity:
    - Falando com a autora - Aqui
  E se?:
    - Na Wook - Aqui
    - Na Chiado Editora - Aqui
    - Falando com a autora - Aqui

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Opinião - E se?


Título: E se?
Autora: Maria Capitão
Ano de Lançamento: 2013
Editora: Chiado Editora
Número de páginas: 84
Sinopse: Como tinha dito, a base do livro vão ser frases, pensamentos ou textos que me tenhas dito. (...) Espero que com este livro possas realmente perceber o que sentia por ti, Rodrigo. Boa sorte a perceber. Até hoje eu ainda não descobri.
A nossa amizade terminou. No entanto, nunca foi esclarecida. Não tínhamos uma amizade normal, nem éramos pessoas normais. Este livro trata dos comentários que tu, Mr. Pedinte me fizeste durante toda a nossa amizade, cronologicamente, explicando porque é que chegou ao fim.




Reflexões
            Quão imparciais podemos ser quando o livro foi escrito por uma amiga? Bem, espero ter sido uma leitora imparcial o suficiente para o poder criticar de forma correta…
Começo por dizer, correndo o risco de me repetir, que histórias verídicas não são as minhas favoritas e prefiro mil vezes outro tipo de livros. No entanto, este é um livro um pouco diferente. É sobre memórias e desabafos, uma coisa que todos nós fazemos de maneiras diferentes. Uns guardam as coisas para si próprios, outros partilham com os amigos mais chegados, outros escrevem um diário e ainda há outros que têm a magnífica oportunidade de publicar um livro.
O livro fala então principalmente de memórias da escritora, coisas que na altura não percebeu e que, tenho a certeza, nenhum leitor perceberá melhor que ela. A verdade é que todos temos histórias incompreensíveis nas nossas vidas e, talvez por isso, penso que todos se vão identificar com a situação.
Ler este livro foi um daqueles momentos em que nos sentimos um pouco nostálgicos, um pouco em sintonia com as palavras impressas no papel. Fiquei muito honrada por ver que a escritora usou, como ela diz, “uma resposta mais completa” que lhe dei uma vez quando ela me abordou sobre o assunto.
A história termina de forma bastante aberta, fazendo alusão a um futuro onde tudo é incerto. No entanto, num tom de despedida, faz com que os leitores comecem a pensar naquelas situações do passado: “E se” tivesse sido de outra forma?
Aconselho a todos os leitores, especialmente ao público jovem feminino, que leiam este livro pois é uma leitura extremamente fácil e não apenas porque estou, indiretamente, nele.

Podem comprar o livro:
- Na Chiado Editora - Aqui
- Na Wook - Aqui