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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Opinião - Marlene and Sofia: A Double Love Story


Título: Marlene and Sophia – A Double Love Story
Autor: Pedro Barrento
Data de Lançamento: Julho de 2014
Edição:
Editora: Smashwords Edition
Número de páginas: 300
Sinopse: Um escritor luta para acabar um livro que outra pessoa começou a escrever, lutando para inserir as suas próprias personagens e enredo num manuscrito pré-existente.
            Um grupo de idosos abastados num lar de idosos procuram alívio do seu aborrecimento usando um serviço da internet que lhes permite viver as suas fantasias virtualmente. Dois homens da classe trabalhadora, um jovem e marginalizado, outro Comunista toda a sua vida, discutem os seus diferentes pontos de vista. Um instável génio informático e um bancário controlador formam uma aliança para lançar uma nova sensação da internet, enquanto a namorada de um deles, um espírito livre chamado Marlene, causa estragos onde quer que vá. No meio desta confusão, a sua melhor amiga Sofia procura por uma forma de vida mais simples e bondosa.
Todas estas histórias inter-relacionam-se gradualmente nas formas mais inesperadas…

My rating: 4 of 5 stars

Surpreendentemente ORIGINAL
Agradeço ao autor por me ter enviado este livro em formato digital, antes de ter sido lançado, para que eu o lesse. Peço desculpas pela demora em escrever esta opinião. Realmente tudo se atrasou na minha vida… Mas não temos controlo sobre tudo…
Confesso que nem sei bem como falar e o que falar deste livro. Foi melhor que o outro que li do mesmo autor (para o meu gosto, claro está…) e foi melhor do que estava à espera. A história não me estava a convencer e pensei que era apenas uma confusão de ideias. Como estava enganada! Este livro é surpreendentemente original e a sua história é muito bem construída. Tudo o que nos parece irrelevante e típica palha, não o é! Tudo tem importância, todos os pormenores são relevantes! É brilhante a forma como tudo é feito para que todas as personagens e suas histórias estejam ligadas em momentos indescritivelmente espantosos. Fiquei completamente viciada a partir de metade do livro.
Ponto negativo: algumas cenas têm tanta informação que se torna confuso… No início, principalmente, é bastante complicado compreender o que se está a passar.
Recomendo imenso que deem uma oportunidade a este autor. Não se vão arrepender! Além disso, é NACIONAL! (Apesar de escrito em Inglês…)

View all my reviews

Podem comprar o e-book em inglês:
- Consultando o site do autor – Aqui
Nota: Não existe em português de Portugal.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Rubrica Mensal – Entrevistas a Autores – Pedro Barrento

Apresento-vos a nossa terceira entrevista. O autor escolhido foi o Pedro Barrento, que tem, neste momento, apenas um livro publicado. O livro, que se chama “O Príncipe e a Singularidade – Um Conto Circular”, já foi criticado anteriormente aqui no blogue e podem ler a opinião Aqui.
O Pedro Barrento nasceu em Moçambique à 51 anos atrás, frequentou a escola em Lisboa e é licenciado em Direito. Por volta dos 33 anos, ele decidiu que havia mais na vida do que ser advogado e tentou a sua sorte em vários negócios, sendo que o mais bem-sucedido foi uma companhia que produz e gere bandas de rock. Há um ano atrás decidiu pegar novamente num hobby esquecido há muito tempo: escrever. Começou com um blogue dedicado principalmente a sátira política e, encorajado pelo feedback que recebeu no blogue, decidiu tentar escrever um livro.

1 – Como te sentiste quando o teu primeiro livro foi lançado?
R: O meu primeiro livro não foi “lançado” no sentido tradicional do termo, dado que está editado em self-publishing através da Amazon, Smashwords, Createspace, Barnes & Noble, etc. Quando fiz upload para a Amazon, senti-me completamente exausto.

2 – Qual foi a tua inspiração?
R: O livro não tem uma inspiração clara, porque eu nunca decidi escrever um livro sobre um determinado assunto. Eu fui tendo ideias para pequenas partes, que foram surgindo e sendo escritas de forma não sequencial (p.e., cap. 1, 2, 9, 12, etc.).
A certa altura comecei a acreditar que era possível ligar todas aquelas partes que tinham sido escritas em separado, de forma a que se transformassem num livro com um princípio, meio e fim e com uma mensagem coerente.
Até hoje ainda não consegui perceber como foi possível escrever um livro, partindo de uma “manta de retalhos” não sequencial e sem uma definição prévia do que iria ser a história e a mensagem.
Vou tentar explicar a forma quase inverosímil como o livro foi escrito.
Se fores ao meu blog, que contém basicamente sátira política, vais encontrar um conto chamado “Um Conto Medieval” (Aqui), que é uma sátira aos acontecimentos do 1º de Maio de 2012, com a cadeia de supermercados Pingo Doce. Esse texto, por exemplo, acabou por se transformar, com pouquíssimas alterações, no capítulo 22 do livro, onde tem um significado completamente diferente do original, apesar de os textos terem poucas diferenças.
O começo do livro, em que os deuses jogam a sua divindade às cartas, era inicialmente um texto curto, com duas ou três páginas, que satirizava simultaneamente a crise política europeia e (acreditem ou não) a falta de sardinhas que houve nos santos populares de 2012.
Eu sei que isto parece impossível, para quem leu o livro, mas parte do texto sobre as sardinhas foi reciclada e transformou-se no começo do livro.
Foi quando eu estava à beira de colocar esse texto no meu blog, que subitamente comecei a ter outras ideias e pensei para comigo que aquele começo era demasiado bombástico para ser desperdiçado numa brincadeira sobre política e sardinhas.
Seguidamente, escrevi o capítulo 9, que se passa num parque de estacionamento, em finais do séc. XX (ou séc. XXI, não sei) e a seguir escrevi o capítulo 12, que fecha a primeira parte do livro.
Quem leu o livro sabe que os cap. 1, 2, 9 e 12, encarados separadamente, não têm nada que ver uns com os outros. Milagrosamente, acabaram por ser conjugados numa história (quase) coerente. Depois de ter escrito os capítulos todos até ao 12 achei que tinha escrito uma “short story”, e a coisa esteve parada durante uns dias (ou umas semanas, não tenho a certeza).
Finalmente, decidi transformar a “short story” num livro e escrevi o capítulo 13, que faz a transição para a segunda parte. Depois escrevi o capítulo 23, que dá ideia do que vai ser o fim do livro e que foi o capítulo mais fácil de escrever. Simplesmente tive uma visão de uma “doomsday landscape”, com a Senhora dos Corvos no cimo da montanha, e comecei a escrever o que estava a ver.
Respondendo concretamente à tua pergunta, e como já deve estar claro, depois desta explicação toda, não houve uma inspiração específica para o livro, eu simplesmente fui descobrindo o que era o livro à medida que o escrevia.

3 – Quem mais te apoiou na escrita do livro?
R: Inicialmente, ninguém. O livro foi um ato solitário, iniciado e escrito maioritariamente durante um período de dois meses em que estive sozinho em casa. Aliás, eu só consigo escrever quando estou sozinho.
Depois do rascunho inicial, o livro teve a grande ajuda da Lynn Curtis (site oficial Aqui), que trabalhou quase de graça, da Teresa Frederico, que reviu o texto português de graça, do Sandro Marques que foi lendo os rascunhos e dando umas dicas e só me conhecia do Facebook, e de algumas pessoas que fizeram rascunhos para a capa, apesar de não serem as autoras da capa final (Paula Soto Maior e Fernanda Gil).

4 – Já consegues pensar em ti como escritor?
R: Eu consigo, mas isso só se concretiza se o resto da sociedade achar que eu sou escritor. Tirando as opções de “asceta em gruta” quase tudo no nosso mundo depende de feedback social.

5 – Como te descreverias em três palavras?
R: Solitário, sonhador e irascível.

6 – Já estás a trabalhar num próximo livro? Se sim, quando tencionas acabá-lo e publicá-lo?
R: Tenho partes de um segundo livro a surgir na minha mente. Duvido muito que o escreva se este primeiro livro não tiver um grau mínimo de sucesso. Por uma questão de feitio, eu sou incapaz de fazer seja o que for sem um determinado grau de qualidade formal, o que quer dizer que tenho uma quantidade razoável de dinheiro investida neste livro, principalmente na versão inglesa (revisões, literary consultacy, etc.). Se este livro não pagar esses investimentos e o ano inteiro que gastei a escrevê-lo e a promovê-lo, duvido muito que o segundo livro chegue ao papel, pela simples razão de que não sou suficientemente rico para investir em livros que não se paguem a si próprios.

7 – Se as pessoas quiserem comprar o teu livro, O Príncipe e a Singularidade – Um Conto Circular, onde o podem fazer?
R: Seguem-se os links para as versões digitais e em papel, em inglês e em português. O primeiro link é para a Amazon USA, onde se encontra a maior parte das reviews ao livro, mas que não é o melhor link para adquirir o mesmo, dado que, a partir de Portugal, fica mais barato comprar na Amazon UK:
- Amazon em Inglês - Aqui ou Aqui
- Amazon em Português - Aqui ou Aqui

Dou assim por terminada esta entrevista. Desejo-te muita sorte para a tua carreira, que ainda está apenas no início! O blogue, os leitores e eu agradecemos a tua disponibilidade. Continua o bom trabalho!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Opinião - The Prince and the Singularity

Título: The Prince and the Singularity – A Circular Tale
Autor: Pedro Barrento
Ano de Lançamento: 2013
Edição:
Editora: Smashwords Edition
Número de páginas: 152
ISBN: 978-130-1788-47-7
Sinopse: Esta é a história do Príncipe, também conhecido por Mestre ou, por vezes, por Francisco, que é mais ou menos imortal e atravessa os milénios lutando contra o Desejo e a Rejeição, as causas da infelicidade e do Mal. Ele falha sempre os seus objectivos, até ao momento em que se desinteressa da sua cruzada e decide morrer, o que não acontece. Em vez disso, é promovido...
"O Príncipe e a Singularidade - Um Conto Circular" é a visão pessoal do autor sobre o Mito da Criação, obtida a partir do recurso a diferentes fontes religiosas e filosóficas, misturadas e reformuladas de forma original, ousada e humorística. A história é multi-dimensional, podendo ser lida como um conto simples e divertido ou como uma obra satírica, cheia de referências e citações escondidas, que o leitor poderá entreter-se a descobrir.

História Única
            Bem, em primeiro lugar devo dizer que não fazia conta de ler este livro. Participei num Giveaway do Goodreads para o ganhar, mas não fui uma das vencedoras. Apesar disso o autor cedeu-me uma cópia gratuita em e-book. Agradeço-lhe imenso por isso.
            Este é um livro bastante diferente do comum. Acho que posso dizer com segurança que nunca li nada que se assemelhasse. Para uma primeira vez e não sendo este o meu tema predileto, gostei bastante. Achei muito original. A única coisa que não gostei foi algumas partes ligeiramente repetitivas. Afinal, é um conto circular.
            A narração encontra-se na terceira pessoa, pelo que a visão é abrangente e objetiva. As descrições dos cenários são bastante bem concebidas e as personagens bem estruturadas. A maioria delas é bastante linear, as mudanças operam-se principalmente no Príncipe.
            Não posso falar muito nas personagens se não revelaria mais do que aquilo que pretendo revelar. Mas posso dizer que quando percebi o entrelaçar de toda a situação fiquei muito surpresa. Tudo se encaixa como num puzzle.
            Não sou muito entendedora de filosofia e sentidos ocultos, embora neste caso me tenha apercebido de uma ou outra coisa.
            Concluindo, aconselho esta leitura a um público mais experiente para que possa disfrutar plenamente de todo o enredo. Agradeço mais uma vez ao autor pela oportunidade e dou-lhe os parabéns pela história única que proporciona aos leitores.

Podem comprar o e-book:
- Na Kobo – Aqui (atualmente 2,71€)