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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Opinião - Tony Chu, Detective Canibal – Volume Um: Ao Gosto do Freguês

Tony Chu, Detective Canibal - Volume Um: Ao Gosto do Freguês
Título: Tony Chu, Detective Canibal – Volume Um: Ao Gosto do Freguês (Chew, Vol. 1: Taster's Choice no original)
Autor: John Layman e Rob Guillory (ilustração)
Coleção: Tony Chu, Detective Canibal (nº1)
Data de Lançamento: Novembro de 2014 (2009 no original)
Edição:
Editora: G. Floy Studio
Número de páginas: 128
ISBN: 978-87-91630-87-3
Sinopse: Tony Chu é um detective com um segredo. Um segredo muito estranho. Tony Chu é cibopático, o que significa que consegue sentir impressões psíquicas daquilo que come. Mas também significa que é um detective absolutamente fantástico... desde que não se importe de mordiscar o corpo das vítimas de homicídio para perceber como e por quem elas foram assassinadas!
Chew foi uma das maiores surpresas recentes no mundo da banda desenhada, uma série independente que atingiu uma popularidade sem precedentes, com a sua mistura de ambiente policial, paranoia e conspiração, paranormal e humor negro. Com argumento de John Layman e arte de Rob Guillory, Chew é um dos mais premiados comics da actualidade. Venceu dois prémios Eisner - em 2010 como Melhor Nova Série, e em 2011 como Melhor Série em Continuação - e dois Prémios Harvey - para Melhor Novo Talento e Melhor Nova Série, em 2010. Tinha também sido já escolhido pela MTV como Melhor Nova Série de 2009.

My rating: 5 of 5 stars


Original
Quando editora me cedeu este livro, bem como o Volume 1 de Fatale e de Saga, não coube em mim de contente. Estava super curiosa para ler esta história. É sem dúvida nenhuma uma história hilariante e um conceito extremamente original da parte dos autores. Mereceu, sem dúvida, os prémios que venceu. Peço desde já desculpas pela demora em fazer esta opinião.
Chu é uma personagem engraçada e a sua habilidade é de dar a volta ao estômago. Sem dúvida que nos faz repensar aquilo que comemos…
Gostei bastante do Savoy e adorei o desvendar dos casos em que estes detectives trabalham. A personagem da Amelia também é muito original e fez-me rir imenso.
Este é um daqueles livros que nos faz querer ler tudo de uma só assentada (que, aliás, foi o que fiz…) para saber mais e mais sobre as personagens e sobre o seu futuro. Acrescento ainda que não estava nada à espera da reviravolta final, que me deixou mesmoooo intrigada para saber o que vem depois. Mal posso esperar por ler o próximo!
A arte desta novela gráfica é espetacular. Cheia de cores e imagens brilhantemente desenhadas. Adorei!
Fica então aqui a recomendação de um livro que ganha muito pela sua originalidade e desenho. Leiam que vão gostar! Recomendado para um público em geral!

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Podem comprar o livro:
- Na Fnac – Aqui (atualmente 8,09€)

Projecto Adamastor - Votação

Olá a todos!
Hoje trago-vos algumas informações sobre um projecto que visa converter clássicos da literatura portuguesa e brasileira para formato digital (assemelhando-se ao Projecto Gutenberg).
Recentemente os responsáveis pelo Projecto Adamastor lançaram uma votação intitulada "Os Melhores Romances Escritos em Língua Portuguesa" e procuram a opinião do publico. Assim, estão todos convidados a participar desta votação. Podem saber mais sobre este assunto e votar clicando Aqui.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Questionário Sobre Próximo Passatempo

Olá pessoal fantástico!
Tudo bem com vocês? Espero que sim...
Venho aqui para vos fazer uma pergunta. No dia 14 do mês de Novembro o blogue celebra o seu 3º aninho e, como sempre, estou a pensar organizar um mega passatempo para vocês. Mas não sei que tipo de passatempo vocês preferem e é isso mesmo que quero que me digam, se faz favor. Para isso fiz um formulário a que podem responder. Tudo isto para vos proporcionar o melhor passatempo possível!
Este questionário vai estar ativo até dia 9, sexta-feira.

Opinião - Entre o Agora e o Nunca

Entre o Agora e o Nunca (The Edge of Never, #1)
Título: Entre o Agora e o Nunca (The Edge of Never no original)
Autor: J. A. Redmerski
Coleção: Entre o Agora e o Nunca (nº1)
Data de Lançamento: Janeiro de 2014 (2012 no original)
Edição:
Editora: Editorial Presença
Número de páginas: 459
ISBN: 978-972-23-5182-9
Sinopse: Depois de uma noite louca no Underground, o clube noturno mais in da Carolina do Norte, Camryn Bennett decide, com a impetuosidade dos seus 20 anos, abandonar um quotidiano previsível e aventurar-se numa viagem sem destino em busca de si própria. Entra num autocarro de longo curso e deixa-se ir ao sabor do momento. É então que conhece a pessoa que irá mudar para sempre a sua vida - Andrew Parish, um jovem extremamente sedutor, que vive a vida intensamente, como se não houvesse amanhã. O espírito livre e aventuroso de Andrew exerce sobre Camryn um poderoso fascínio e vai quebrando, uma a uma, as suas defesas emocionais, libertando-a das convenções que a impedem de viver plenamente o presente e expondo os seus desejos mais secretos. Sensual e inspirador, este romance fala-nos do amor, da paixão e do erotismo no seu estado mais puro, avassalador e sofisticado... e da coragem de vivermos até ao limite sem nos trairmos a nós próprios.

My rating: 5 of 5 stars

ADOREI!
Obrigada Editorial Presença! Obrigada por me ter enviado este livro e obrigada por o ter publicado, mantendo a sua capa lindíssima.
Quando este livro saiu não percebia o porquê do burburinho que surgiu à sua volta. Não conhecia a autora nem tinha ouvido falar dos seus livros. No entanto, este livro é um bestseller. Toda a gente o adorou. Fiquei curiosa e quis lê-lo. Pena não ter podido fazê-lo mais cedo porque este livro é fantástico.
A narrativa é feita na 1ª pessoa e do ponto de vista dos nossos dois protagonistas, uns capítulos da Camryn e outros do Andrew. É feito de uma forma que nos sentimos atraídos por ambas as personagens e, consequentemente, pela sua história.
É um livro cheio de amor, desejo e loucuras. Mas também contem uma mensagem importante sobre a depressão, a doença e que não se pode fugir aos problemas. O facto de esta história ser passada em grande parte numa roadtrip só faz com que nos sintamos ainda mais curiosos. Adorei cada pormenor deste livro! Até mesmo a parte que me fez verter algumas lágrimas (a chorona em mim não resiste nunca… enfim…).
Como já devem ter percebido, recomendo que leiam este livro se ainda não o fizeram porque é lindo, maravilhoso e... nem sei que palavras usar mais para o descrever. Por isso deixem de ler já esta opinião e vão já ler este livro!

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Podem comprar o livro:
- Na Wook – Aqui (atualmente 18,80€)
- Na editora – Aqui (atualmente 18,80€)
Em e-book:
- Na Wook – Aqui (atualmente 14,99€)

Opinião – Antígona



Título original: Ἀντιγόνη (Antigone)
Autor: Sófocles (Traduzido por Marta Várzeas)
Data de Lançamento: 2011 (Texto original escrito em 441 AC)
Edição: 1ª (em Português)
Editora: Edições Humus
Número de páginas: 71
ISBN: 978-989-8139-77-1

Sinopse: Antígona quer enterrar o irmão Polinices mesmo indo contra a lei de Creonte. Ismena, pelo contrário, aconselha-a a não o fazer, mas acaba por não a convencer e promete não contar nada a ninguém. No entanto, como se descobre mais tarde, começa a agir de forma comprometida.
My rating: 4 of 5 stars



Bom e mau… Como o tempo tem estado!

O sol está a brilhar, está calor (bem, pelo menos para o que é habitual para a Inglaterra) e eu a fazer voluntariado dentro de um museu (no complaints here though hehe) … O lado positivo é que ao menos tem-me dado tempo para por alguma leitura em dia!
E, embora que ‘Antígona’ seja uma peça curta, eu gostei bastante de ler, mas algumas coisas deixaram-me um bocado chateada…

Gostei da história em si porque, a meu ver, Sófocles parece estar a dar indicações a Péricles, líder de Atenas na altura em que a peça foi escrita, para não se tornar no tirano que Creonte foi pois, como se viu, dará em mau resultado. E Sófocles fá-lo de maneira a que nós, leitores modernos, poderemos ter uma noção de o quanto importante eram os valores de família e o papel de uma mulher na vida Ateniense. Neste caso, vimos a Antígona mornar o irmão falecido e a tentar dar-lhe o enterro que merecia mas é travada pelo seu tio Creonte, tirano de Tebas.
Mas há bastante debate em relação ao objetivo da história em si e, em última analise, o objetivo da peça seria para dar outra interpretação à lenda de Antígona, tal como existem as variadas versões da história do Héracles.

Em relação à tradução, fiquei um pouco chateada pelos variados erros não só em tradução, mas que tiram contexto ao texto. Um deles foi o tradicional: num texto grego escrito por um autor Ateniense, ter a tradução de um dos deuses gregos no seu equivalente romano, neste caso Hades foi traduzido para Plutão sem razão aparente. Eu sei que são variados os textos em que isto acontece, mas para uma tradução de outra língua para Português de um texto originalmente em grego, podia ao menos ter posto uma nota a explicar quem é Plutão ou então traduzido logo para o grego. Quando se trata de traduções de grego, claro que tudo depende da interpretação de cada autor face ao texto. Que tenha visto, poucos são os autores que façam traduções exatamente iguais. E isso também é um pouco de mim… Fico chateada com traduções que não sejam feitas bem porque o simples pode-se tornar complicado (um exemplo disto é a Teogonia de Hesíodo). E além de tudo, isto é só a minha opinião.


Mas em relação à peça em geral recomendo a leitura, e definitivamente leria-a de novo, mas talvez com outra tradução…