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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Novo Visual

Bom dia pessoal!
Como se costuma dizer, mais vale tarde do que nunca... Finalmente, o visual do blogue está de acordo com o tema deste ano: Mundo das Fadas.
A imagem de capa do blogue foi completamente elaborada pela Nânci, que tirou a foto e fez a montagem, e a imagem de fundo apenas a montagem foi feita por ela. A imagem de capa do facebook não é nossa.
Então, gostam do resultado?

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Opinião - O Oceano no Fim do Caminho

Título: O Oceano no Fim do Caminho (The Ocean at the End of the Lane no original)
Autor: Neil Gaiman
Data de Lançamento: Fevereiro de 2014 (2013 no original)
Edição:
Editora: Editorial Presença
Número de páginas: 180
ISBN: 978-972-23-5199-7
Sinopse: Este livro é tanto um conto fantástico como um livro sobre a memória e o modo como ela nos afeta ao longo do tempo. A história é narrada por um adulto que, por ocasião de um funeral, regressa ao local onde vivera na infância, numa zona rural do Sussex, em Inglaterra. Ele pouco recorda dessa época longínqua, mas sem se dar conta é levado a percorrer o caminho que o conduz à sua antiga casa, até que, por magia, aquela deriva no espaço se transforma numa viagem no tempo, e o adulto é de novo um rapazinho de sete anos. As imagens que guardara dentro de si transfiguram-se na recordação de algo que teria acontecido no cenário de uma quinta onde, com Lettie, a sua amiga de onze anos, costumava explorar todos os atalhos e veredas aonde os adultos nunca iam. Contudo, algo estranhamente cruel se infiltra naquele mundo tranquilo, quando um mineiro sul-africano rouba o Mini do pai do narrador e se suicida no banco de trás. Intensa e perturbadora, esta fábula revela a singular capacidade de Neil Gaiman para recriar uma mitologia moderna.

Maravilhoso
            Adoro livros de fantasia. Sempre adorei, desde criança. É mesmo aquele tipo de livros que nos leva para outro lugar, um lugar onde queremos e não queremos estar. Por isso fiquei felicíssima quando a Editorial Presença, a quem tenho de agradecer, me enviou este livro maravilhoso.
            Neil Gaiman era um nome que, estranhamente, não me dizia nada. Mas depois fiquei a saber que era o escritor de obras como Coraline e a Porta Secreta e Stardust – O Mistério da Estrela Cadente, das quais, infelizmente, só tive oportunidade de ver os filmes. Mas isso foi o suficiente para me deixar contente porque sabia que tipo de história esperar. Não me desiludi. Este é um dos autores com uma maior imaginação.
            A história é contada na primeira pessoa, do ponto de vista de um homem, primeiro adulto e depois com apenas 7 anos. Mas não pensem que por lerem a história do ponto de vista de uma criança esta fica menos percetível ou menos adulta. Uma criança é, simplesmente, o narrador perfeito.
            Não vou falar da história em si porque não quero contar demais, e sei que acabaria por fazê-lo de tão entusiasmada que estou. Posso dizer que é uma história repleta de fantasia, uma doce inocência de criança, vilões surpreendentemente apavorantes e uma profundidade tão grande como o Oceano da Lettie Hempstock.
            Recomendo assim a todos que leiam esta história, que nos revela que dentro de nós ainda somos todos umas crianças e nunca vamos deixar de o ser. Porque “A verdade é que não há adultos. Não existe nem um, no mundo inteiro.” (página 119).


Podem comprar o livro:
- Na Wook – Aqui (atualmente 12,51€)
- Na editora – Aqui (atualmente 12,51€)
Nota: Não existe e-book disponível.

Opinião - Teogonia

Olá pessoal! 
Desculpem a minha ausência, mas aqui está uma pequena opinião acerca de um livro que achei ser interessante (apesar de ter sido obrigada a lê-lo para um trabalho haha). Bem, até breve. Que venham os vikings de seguida :-P (possivelmente a próxima opinião será acerca do livro Beowulf)

Título: Teogonia (Θεογονία,título original)
AutorHesíodo, tradução Hugh G. Evelyn-White
Ano de edição: 1914
Número de páginas: 15
Sipnose: Este livro foi escrito com o objectivo de anotar a geneologia dos deuses gregos, na perspectiva de Hesiod. Lendo o livro, fica-se a conhecer a historia toda por detrás dos famosos deuses Gregos e como se relacionam entre eles, desde o primeiro ate ao “presente”.
Sugestão para leitura: uma caneta e um papel.


Eu Vi-me Grega
Eu achei este poema de Hesíodo bastante interessante, não só porque tive de ler o livro para depois ser avaliada, mas porque fiquei a saber mais sobre os deuses Gregos, as suas origens e as pequenas histórias e como tudo se interliga.
Um dos pontos que eu gostei menos, e é de se esperar nas traduções especialmente de livros Gregos, é que os deuses muitas vezes eram dados os seus equivalentes Romanos, por exemplo, em vez de Atenas, aparecia Minerva. Não só isso mas também o facto de fazer uma grande confusão nos deuses primordiais e nas personificações pois no inicio falava de uma personagem pelo seu nome e noutras pela personificação, pelo que eu recomendo ter um papel e caneta e ido anotando a árvore genealógica à medida que se vai lendo, para evitar confusões.
Apesar de tudo, eu adorei ler o livro e recomendo-o a aqueles que se interessam pelas histórias dos deuses.

Nota: os deuses gregos nao vêem apenas deste livro, para se saber a história toda também tem de ser ler os livros do Homer, pois alguns aspectos completam-se e outros contradizem-se.

Podem comprar o livro aqui:
- Na Wook - Aqui (actualmente 18,17€)
- On-line - Aqui (gratuito)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Opinião - O Despertar da Bela Adormecida

Título: O Despertar da Bela Adormecida (The Claiming of Sleeping Beauty no original)
Autor: A. N. Roquelaure (pseudónimo de Anne Rice)
Coleção: Trilogia da Bela Adormecida (nº1)
Data de Lançamento: Novembro de 2005 (1983 no original)
Edição número: 161823/8734
Editora: Publicações Europa-América
Número de páginas: 214
ISBN: 972-1-05617-0
Sinopse: No conto popular da Bela Adormecida, o feitiço da jovem princesa apenas pode ser quebrado pelo beijo de um príncipe.
            Anne Rice reconta a história, sondando as implicações deste conto sugestivo e sensual ao explorar a sua ligação inegável ao desejo sexual. O Príncipe desperta a Bela Adormecida não com um beijo mas com a iniciação sexual, e a sua recompensa é a submissão completa da Princesa. A jovem é levada para o castelo do Príncipe, onde terá de se submeter a provações inimagináveis para demonstrar a sua total entrega e dedicação.
            A história conduz o leitor a um mundo sensual de sonhos proibidos e desejos obscuros… um mundo no qual as ideias tradicionais de submissão e preferência sexual são menosprezadas… um mundo que se torna irresistivelmente convidativo pelo espírito aventureiro e a imaginação inigualável de Anne Rice. Uma experiencia envolvente.

Chocante e Surpreendente
            Em primeiro lugar, quero agradecer à Europa-América por me ter enviado o livro, que eu já queria ler há bastante tempo mas não tinha tido oportunidade para o fazer. Muito obrigada!
            Desde que ouvi falar que a autora, Anne Rice, tinha reescrito a história clássica da Bela Adormecida de forma mais erótica fiquei em pulgas para ler o livro. Tenho de dizer que não estava nada à espera do que li. Foi uma surpresa e um choque. No entanto, gostei bastante da ideia.
            A história é narrada na terceira pessoa e, na maioria do livro, sob a perspetiva da Bela. Tudo o que nos é revelado torna-se uma curiosidade chocante. Completamente inesperado…
            A narrativa começa precisamente no momento em que o Príncipe salva a Bela do seu sono e a partir daí os acontecimentos sucedem-se em catadupa, sem nos dar tempo para assimilar aquilo que está a acontecer, surpreendendo-nos a cada acontecimento. Houve certos momentos em que fiquei um pouco chocada, mas a história em si é uma reviravolta muito interessante.
            O Príncipe, que afinal não é assim tão encantado, está sempre louco de desejo pela Bela e, no entanto, tenta tratá-la como a todos os outros Príncipes e Princesas feitos escravos no seu palácio. Tem uma personalidade dominadora, provavelmente graças à personalidade dominadora da mãe, e exigente. Bela é para ele a personificação da perfeição, pelo que não exige dela menos que isso.
            Bela é uma Princesa tímida e inocente que é arrastada para um mundo de sensualidade e excitação constantes. Sem saber, nunca mais vai voltar a vestir-se a partir do momento em que o Príncipe a salva, o que tem tanto de chocante como de curioso. Ela revela, no entanto, uma personalidade curiosa e bastante fácil de excitar.
            A única coisa que não gostei particularmente foi das situações em que, ignorando preferências sexuais, havia misturas de homens com homens com demasiada frequência. Acho estranho que um homem heterossexual com uma Princesa à sua disposição prefira “aliviar-se” num Príncipe.
            Tirando esse pormenor, gostei bastante da originalidade e da forma como a autora marca a diferença entre a sua história e o conto popular.
            Concluo com uma recomendação para que leiam este livro, mantendo uma mente aberta e sem preconceitos. Vão ficar maravilhados, chocados e surpreendidos. Aviso, no entanto, que não se iludam. Este livro está longe de ser um romance.


Podem comprar o livro:
- Na Wook – Aqui (atualmente 17,07€)
- Na editora – Aqui (atualmente 8,53€) – A editora está com saldos de inverno até dia 28 de Fevereiro de 2014. 50% de desconto em livros com mais de 18 meses e 20% de desconto nos restantes. Aproveitem!
Nota: Não existe e-book disponível.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Opinião - Diário de Uma (Ainda) Solteira

Título: Diário de Uma (Ainda) Solteira – As Destemidas Reflexões de Uma Aventureira Romântica de 32 anos e meio (The Still Single Papers – The Fearless Musings of a Romantic Adventurer aged 32 1/2 no original)
Autor: Alison Taylor
Data de Lançamento: Outubro de 2013 (2012 no original)
Edição:
Editora: Bizâncio
Número de páginas: 287
ISBN: 978-972-53-0535-5
Sinopse: As raparigas solteiras são hoje em dia mais espertas, mais fortes e mais engraçadas, e Alison Taylor é a sábia voz desta nova geração que anda à procura «do tal», mas que não quer fazer uma lobotomia de personalidade pelo caminho.
            Cobrindo doze meses na vida de uma esperançada (mas não desesperada) romântica, Diário de Uma (Ainda) Solteira revela-nos o que acontece antes de um encontro, durante um encontro e quando não há encontro algum. Deambulando pelos festivais de música, e por várias capitais europeias, acompanhamos esta «doente de amor» cheia de estilo – e os seus amigos – na demanda por divertimento, romance e por alguém que possa amar.
Diário de Uma (Ainda) Solteira calará fundo a uma geração de mulheres modernas, educadas e ambiciosas, que nem querem acreditar que há tão poucos homens adequados, solteiros e heterossexuais, o que não as impede de procurar e de ter esperança, ter esperança e procurar…
(Ainda) Solteira deveria ser um Estado Civil.

Apologia às Mulheres
            Este foi outro dos livros que a Bizâncio me enviou e começo assim por agradecer à editora a oportunidade de o ler.
            Penso que a autora escreveu este livro com o intuito de mostrar aquilo a que as mulheres estão sujeitas nos seus encontros ou “quase encontros”, revelando uma série de momentos disparatados. A obra é também uma apologia às mulheres modernas e independentes que, sendo solteiras, não deixam de se divertir.
            A história está exposta sob a forma de um diário e, como tal, é completamente subjetiva. Toda a narrativa é conduzida sob bases sentimentais e opiniões pessoais da escritora, que é a protagonista de todas as aventuras e desventuras narradas.
            Alison mostra ser uma mulher com um grande senso ortográfico e cultural. A sua personalidade é bastante efusiva e muitas vezes fala sem pensar. Gosta de se divertir e de aproveitar cada momento, esquecendo-se de pensar nas consequências. Tem uma certa personalidade compulsiva no que toca a analisar mensagens e em comunicar ao “mundo todo” as suas mais recentes vergonhas relacionais.
            Este livro não é, em nenhuma circunstância, uma grande obra literária. A ideia fundamental é ser um livro para nos distrair da nossa vida, guiando-nos para a vida da autora. Confesso que esperava, no entanto, uma literatura muito mais divertida do que aquela que é na realidade. A história tem crises em excesso, teimosia em excesso e, acima de tudo, rapazes em excesso (é que a uma dada altura já nem sabia de que rapaz a autora estava a falar e comecei a baralha-los todos). Claro que as situações são tão absurdas que dão certa vontade de rir, mas a partilha das experiências é feita de uma forma bastante pessoal e pouco apelativa a um público mais amplo. Além disso, as menções a locais e estabelecimentos noturnos são tantas que penso que só uma pessoa que os conheça é que consegue acompanhar onde a ação se passa.
            Outra coisa que não gostei, isto porque nunca gosto de pessoas ou personagens assim (ou seja, neste ponto é uma opinião completamente pessoal), foi das situações de bebedeiras exageradamente numerosas, a adoração pelo tabaco e as pessoas fumadoras e uma certa referência em festejar sob o efeito de algumas drogas mais leves. Tudo coisas que desaprovo.
            Enfim, não foi um livro que me tenha feito vibrar e recomendo-o apenas às mulheres solteiras e que gostem do género de factos que referi anteriormente como motivos pelo qual não gostei.


Podem comprar o livro:
- Na Wook – Aqui (atualmente 13,5€)
- Na editora – Aqui (atualmente 13,5€)
Nota: Não existe e-book disponível.