Translate

terça-feira, 30 de julho de 2013

Opinião - Em Chamas

Título: Os Jogos da Fome Livro II: Em Chamas (Catching Fire – The Hunger Games no original)
Autor: Suzanne Collins
Ano de Lançamento: 2012 (2009 no original)
Edição: 10ª
Editora: Editorial Presença
Número de páginas: 265
ISBN: 978-972-23-4442-5
Sinopse: Contra todas as expectativas, não só Katniss Everdeen venceu os Jogos da Fome, como pela primeira vez na história desta competição dois tributos conseguiram sair da arena com vida. Mas o que para Katniss e Peeta não passou de uma estratégia desesperada para não terem de escolher entre matar ou morrer, para os espectadores de todos os distritos foi um ato de desafio ao poder opressivo do Capitólio. Agora, Katniss e Peeta tornaram-se os rostos de uma rebelião que nunca esteve nos seus planos. E o Capitólio não olhará a meios para se vingar... O Segundo volume da trilogia Os Jogos da Fome mantém um ritmo constante de adrenalina e promete tornar-se uma das leituras mais viciantes do ano.

Absolutamente Viciante
            Uau! Este livro é um espetáculo e completamente viciante! Como as personagens, costumes e situações são já conhecidos do leitor, ainda se torna mais fantástico.
            O livro está, tal como o antecedente, dividido em três partes: A Faísca; O Quarteirão; O Inimigo. Antes de ler, os nomes das partes não faziam para mim qualquer sentido… Agora dizem mais que mil palavras.
            Esta história é um vício tão grande que, por vezes, ficava a combater o sono durante uma hora, a cabecear, só para não parar de ler. As descrições transportam-nos completamente para outro lugar, para outra situação, e são tão reais que até dói quando falam de dor. Atingi altos níveis de desespero, revolta e repugnância pelo que só me apetecia entrar no livro e fazer alguma coisa para ajudar as personagens. Sentia o meu coração apertado a cada cena de “terror” que se assistia, especialmente quando as personagens que mais gosto estavam envolvidas.
            Quanto às personagens, acho que a Katniss é uma rapariga forte e corajosa, tal como no primeiro livro, e parece-me um pouco confusa quanto aos próprios sentimentos. No entanto, tenta sempre guiar-se por eles. O Gale, que tem maior destaque neste livro, é o rapaz sólido e corajoso que parece espelhar um pouco a personalidade da Katniss. Já o Peeta faz-nos ficar completamente arrebatados. É um rapaz querido e romântico, que mantém um coração puro contra todas as adversidades.
            Definitivamente, aconselho a todos que leiam a trilogia. Não podem mesmo perder a oportunidade de ler estes livros! Eu vou já agarrar-me ao próximo! No entanto, continuo a achar que este livro é demasiado “forte” para ser considerado para crianças.
Posso ainda dizer, que a estreia do filme para Portugal está prevista para 28 de Novembro de 2013. Depois de ter lido, só posso estar em pulgas até lá!


Podem comprar o livro:
- Na Wook – Aqui (atualmente 13,41€)
Ou o e-book:
- Na Wook – Aqui (atualmente 9,75€)
Nota: O e-book só se encontra disponível em Inglês.

Opinião - O Quarto Branco

Título: O Quarto Branco
Autor: P. Barbosa
Ano de Lançamento: 2013
Editora: Smashwords
Número de páginas: 77
Sinopse: Olhava para todos os lados sem parar, procurando um ponto cardeal ou uma estrela polar, uma seta no chão, um aceno no horizonte, uma simples cruz a marcar o lugar, uma premonição, um verso codificado ou um trilho de migalhas no chão; precisava de uma direção. Fiquei por ali, gritando o mais alto que podia, em aflição, que precisava de um caminho, de um rumo e de uma direção, mas como não havia paredes onde o som pudesse ressoar as palavras iam e nunca voltavam. Era incapaz de me ouvir, e só sabia que estava a gritar pela trepidação dos meus ossos que sentia do esforço sobre-humano que fazia. E fiquei naquilo milhares de vezes repetindo, ou milhões ou biliões, pois nunca as contei, até que me calei por meu próprio convencimento. Tal era a soberba ou a surdez do dono daquele lugar.

Difícil
            Não sei que posso dizer sobre este conto… Foi uma coisa difícil de interpretar.
            A história passa-se numa divisão a que se chama “O Quarto Branco”. Quem entra nunca mais sai e de fora não se vê nada a não ser as pessoas a desaparecerem lá dentro. Penso que na maior parte do tempo é-nos transmitida uma sensação de pânico inexplicável numa confusão de palavras sem sentido.
            O conto está dividido em três partes com nomes igualmente estranhos. A Parte 1, que tem 5 capítulos, chama-se “Entrar sem sair”. Confesso a minha enorme confusão, numa deambulação entre passado, presente e futuro e naquela sensação de que a história fica por aí para sempre. Na Parte 2, com 4 capítulos, que se chama “Viajar sem andar”, experimentamos a sensação de que afinal não há nada contra o que lutar pois tudo se parece estar a resolver sozinho. Começa a mais curta história de amor que já li. Na Parte 3, “Sair sem o querer” com apenas 1 capítulo, tudo acaba tão abruptamente quanto começou. Uma confusão!
            Tudo o que posso dizer deste conto tão confuso é que me pareceu ser uma interpretação do que seria morrer. Talvez porque a morte é algo abrupto a que ninguém consegue escapar.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

The New York Times - Top 5 Best Sellers da Semana (Ficção Impressa e E-book)

1 - The Cuckoo's Calling de Robert Galbraith (descobriu-se que é um pseudónimo de J. K. Rowling) - É a primeira vez que se encontra no top.
2 - The English Girl de Daniel Silva - É a primeira vez que se encontra no top.
3 - First Sight de Danielle Steel - É a primeira vez que se encontra no top.
4 - Inferno de Dan Brown - A semana passada estava em 3º lugar e é a 10ª vez que está no top.
5 - Hunting Eve de Iris Johansen - É a primeira vez que se encontra no top.
Podem ver a lista original Aqui.

domingo, 28 de julho de 2013

Opinião - Uma Última Noite

Título: Uma Última Noite (Tonight and Always no original)
Autor: Nora Roberts
Ano de Lançamento: 2008 (1983 no original)
Edição:
Editora: Chá das Cinco
Número de páginas: 147
Sinopse: Kasey Wyatt recebe uma oferta de emprego do escritor Jordan Taylor. Como antropologista especializada na cultura dos nativos norte-americanos, a sua função é pesquisar e fornecer referências para o próximo livro do famoso e solitário Jordan. Instalando-se na mansão do escritor, Kasey sente-se aborrecida com as restrições impostas pela mãe do escritor. Mas, sempre vibrante e bem-disposta, começa a explorar os arredores da mansão, divertindo-se e desafiando as regras rígidas da casa.
É então que Jordan repara em Kasey. A princípio não se aproxima muito dela, mas o trabalho em conjunto obriga-o a reconhecer que se sente fascinado pela sua beleza... e surpreendido pela sua boa disposição contagiante. Tão contagiante que, pela primeira vez desde a morte do irmão, Jordan sente-se vivo. Mas infelizmente nem todos veem com bons olhos a aproximação de Kasey e Jordan... e há quem esteja disposta a tudo para os separar.

Igual e Diferente
            Fiquei um pouco aborrecida com a autora quando comecei a ler este livro e notei várias semelhanças ao outro que li dela. Em ambos o protagonista masculino é escritor e é brusco no que toca a lidar com a protagonista, em ambos as casas têm mobílias de épocas específicas, etc.
            No entanto, há medida que lia mais, ficava mais presa nas diferenças da história. Gostei francamente mais da história deste. Com 15 capítulos e um epílogo, dir-se-ia que não tinha muita história. Mas tem! Tem uma história excelente, com cenas de amor de cortar a respiração e um final que achei muito querido.
            Como em quase todos os livros, eu acabo sempre por achar um pormenor do qual não gosto. Neste foram dois. Primeiro, o significado literal que a escritora acabou por atribuir à expressão: “Sei que me vais magoar.”. Ora, isso para mim não faz grande sentido. Quando duas pessoas estão num relacionamento, sem compromissos, e apenas uma ama a outra, é provável que aquela que ama acabe por se magoar, não física mas psicologicamente. Isso é uma conotação muito mais romântica da expressão e faz muito mais sentido. Uma pessoa nunca vai estar à espera que a outra a magoe fisicamente, simplesmente não tem sentido. Segundo, o estilo “bad boy”, também usado pela escritora no outro livro, foi esticado a um limite parvo. O homem parte realmente para a violência e quase que a viola, isso tira realmente o romantismo criado até aí. Foi, sem dúvida, a minha maior desilusão e o que decidiu que nível dar a este livro. Em relação à história pensei que este era melhor que o que li anteriormente, mas, com esta parte escusada, desceu bastante na minha consideração.
            Acho que, apesar de tudo, é uma leitura boa para passar o tempo e para os fãs de romances com alguns toques picantes à mistura.


Podem fazer download gratuito do e-book: Aqui

sábado, 27 de julho de 2013

Opinião - Uma Questão de Escolha

Título: Uma Questão de Escolha (A Matter of Chice no original)
Autor: Nora Roberts
Ano de Lançamento: 2009 (1984 no original)
Edição:
Editora: Chá das Cinco
Número de páginas: 160
Sinopse: Em Uma Questão de Escolha, Jessica Winslow, dona de uma loja de antiguidades, torna-se o alvo de uma rede internacional de tráfico de objetos de arte. James Sladerman é o polícia enviado para protegê-la, mas James terá que lutar não só contra o perigo, mas também contra o desejo que o envolve pela bonita antiquária...

Espectativa
            Este foi o primeiro livro que considero ter lido desta autora, apesar de já ter lido J. D. Robb e ter gostado muito.
            Este livro é pequeno, tem um prólogo e apenas 12 capítulos, e penso que podia estar melhor aproveitado. Gostei bastante das descrições das casas, mobílias e jardins e, claro está, das cenas de amor entre os protagonistas. No entanto, achei o Slader um pouco forçado em termos de personalidade. Típico “bad boy” que na verdade é um “good boy”.
            Estranhamente, achei este livro mais semelhante a J. D. Robb do que estava à espera. O protagonista é um polícia, a história tem bastante ação (fazendo pensar nos policiais) e as próprias cenas de amor bastante descritivas. Estava à espera de algo diferente, mais romântico e menos impulsivo, por parte da autora.
            Contado na terceira pessoa e com um teor omnipresente, especificando-se em uma personagem de cada vez e revelando os pensamentos de todas, é uma boa história em termos escritos. Aconselho a quem gosta de romances com ação, tendo esta palavra todo o duplo sentido que possam pensar.

Podem fazer download gratuito do e-book: Aqui