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terça-feira, 2 de julho de 2013

Eddie - Parte 1

Olá pessoal! 
Não sei se se lembram do conto da passagem de ano: A Mudança do Ano, que se encontra na secção dos contos. Esse era um pequeno episódio da história que vou publicar agora para as férias grandes, como uma leitura extra! 
Publicarei a história, em principio, em 4 partes. 
Espero que gostem! =)

Eddie
Parte 1
Corria para longe. Precisava de uns minutos para me recompor após aquela caçada. 231 Era o total daquela noite, até agora. Avistei uma gruta onde parei por uns breves instantes… 232, um novo recorde. Bolas, tinham de ter chegado àquela cidade, logo agora! Até naquela gruta se encontrava um dos “un-dead”. Eram mesmo feios! Todos loiros, de olhos azuis, 1m e 90 de altura, todos musculados e andavam todos armados com uma pistola de mão da pré-história. Tinham bastante pele arrancada do trabalho que faziam mas o que os denunciava mesmo era serem todos iguais.
Há seculos que os caçava. Os chefes eram todos convencidos e arrogantes para os outros mas por alguma razão tinham um gosto especial por se atirarem a mim…. Literalmente atirarem-se a mim. Era logo à primeira vez que me viam. Parecem leões a caçar uma presa. O último saltou com uma catana na mão, aparecida do nada. Bastou-me baixar e carregar no gatilho da minha M-16… haveria festa mais logo à noite, pois os seus servos só podem sair a noite.
Aquele devia ter sido o equivalente a um Deus para os mortais. Os chefes por norma só têm até 80 servos, aquele já ia nos 232, não era o que esperava quando aceitei o trabalho desta vez. Eu não me importava de os caçar, é um trabalho que eu amo, mas já há mais de 100 horas que não dormia, não que necessite, mas o corpo já estranhava devido ao hábito humano que ganhara.
Naquela gruta acendi uma fogueira e preparei-me para dormir logo após ter vasculhado o perímetro, onde não encontrei nenhum perigo. Encostei-me a uma das paredes rugosas da gruta e refleti no que tinha acontecido naqueles últimos dias, pois tinham sido bastante agitados.
Começou comigo a chegar a casa após ter ido para a escola (há que manter aparências embora tenha um pouco mais que 17 anos). Ainda vinha meia dormente graças a aula de filosofia que tinha tido no último bloco. Essa aula era a que mais adorava, podia dormir e tirar vintes na mesma. Para quê ter de dar uma coisa que eu vivi, ainda me lembro desses bons velhos tempos em que todos iam a correr quando Platão dava as suas palestras. Isso sim eram aulas dignas de filosofia! Mas pronto, como ainda não inventaram uma maneira dos humanos viajarem no tempo, vão ter de levar com estas aulas secantes.
Assim que cheguei ao meu “lar doce lar”, fui diretamente para o meu quarto para dormitar um bocado na minha caminha com o edredom cor-de-rosa dos ursos me to you vintage, uma vez que mais tarde teria uma reunião de caçadores. Dou um passo sonolento dentro do quarto e deparo-me com um indivíduo em boxers, sentado na minha mesa-de-cabeceira com um abajur na cabeça. Apontei-lhe logo a minha Benelli Vinci shotgun que tinha escondida no guarda-roupa mesmo ao lado da minha adorável AK-47 e o meu vestido azul índigo escuro para baile de finalistas que se tava a aproximar. Como eu adoro estes novos tempos modernos.
Ele quase que morreu com um AVC.
- Hei! Na-a-a-ão me-me-me mates, por favor. Eu só estou aqui porque me mandaram. Disseram-me para te entregar esta carta.- Balbuciou ele, com a sua voz ligeiramente grave mas agradável. Retirando o abajur da cabeça, procurou a carta dentro de um tubo cilíndrico azul com uma correia.
- Toma. Foi o Sr. Gray que mandou com urgência. Também foi ele que me mandou pôr assim.
Eu não sabia que pensar daquilo. Pareceu-me duvidoso porque se o Karl quisesse falar comigo ter-me-ia vindo visitar pessoalmente, e quem no seu perfeito juízo mandaria um rapaz sentar-se na mesa-de-cabeceira com um abajur na cabeça…
Agarrei na carta, ela dizia:
“Querida Hales,
Como tu deves de saber, está para acontecer uma reunião de caçadores e agora, mais que nunca, é preciso andar de olho aberto. Penso que há um chefe aí na tua zona que está a tentar planear um ataque, acho que devias ir tratar desse assunto.
Beijinhos,
Karl
P.S.- Desculpa não puder ter ido aí pessoalmente falar contigo mas estou muito ocupado com as preparações. Ah! Mais uma coisa, não te esqueças de agradecer ao Eddie. Dá-lhe uma coleira nova.”
Assim que li a última parte da carta, percebi que não estava na companhia de um humano.
- Muito bem, isto explica muito mas não explica o porquê de estares em cima da minha mesa-de-cabeceira, com um abajur na cabeça e nesses preparos.- Dirigi-me a Eddie com firmeza, exigindo uma explicação.
Eddie, nervosamente, deslizou da mesa e sentou-se no chão ao pé do Peter, o meu peluche mega gigante que o meu pai me tinha oferecido no meu quingentésimo aniversário (também é a única vez que ele se lembra de mim), e girando o abajur em torno do seu dedo indicador esquerdo disse:
- Bem… hum… o Sr. Gray mandou-me esperar aqui sentado, na minha forma de liobo, para tu não me matares… eu entretanto fiquei aborrecido e… e… pus-me na minha forma humana, vestindo apenas boxers porque é o mais fácil de transportar, investiguei aquela coisa que estava na mesa. Nunca nos meus 3 mil anos de vida vi nada assim! Só que com o espanto, eu… eu… deixei cair e partiu-se e depois eu tentei juntar as peças mas não consegui e depois ouvi um barulho, eras tu a chegar, e depois assustei-me e depois fiquei nervoso e depois… depois agarrei no abajur e meti-o na cabeça, esperando que não desses por ela.
- E o candeeiro está…? – Perguntei-lhe, começando a sentir o sangue a ferver.
- Pois… eu como não sabia o que fazer, meti-o debaixo da cama.
BOA, o meu dia estava a correr “às mil maravilhas”. O meu candeeiro favorito com um urso pardo na relva (muito fofinho) que tinha sido feito de propósito para mim estava todo estilhaçado debaixo da minha cama onde dorme o Phylis. Agora como é que vou pedir que me devolva o candeeiro? Lá teria de sacrificar mais uma almofada toda psicadélica ou então a minha Nintendo 64.
- Eu não acredito… E o Karl ainda quer que te dê uma recompensa…- Suspirei, dirigindo-me à cama para tentar ver o que iria fazer a seguir. Pousado nela encontrava-se o livro “Romeu e Julieta”.
- O… que… é… que… o meu “Romeu e Julieta” está… aqui… a fazer? – Inquiri-lhe, tentando engolir sapos para não gritar. Era melhor que não lhe gritasse, depois quem ouvia era eu.
Ele esteve uns tempos a fitar-me e eu à espera de ouvir o pior…
- Bem, eu nunca vi um Romeo e Julieta e pensei que fosse para ler… Eu agarrei nele antes de acontecer o pequenino acidente com o candeeiro… li uma partezita mas não arranquei nada, está descansada.- Disse ele ficando mais relaxado à medida que a minha expressão facial ia suavizando.
Após uma breve meditação no meio dos meus ursos e almofadas fofinhas, virei-me para ele e disse-lhe: - Tu precisas de te vestir, eu preciso de escrever uma resposta à carta. Agora o que é que vais vestir?
Levantei-me e fui procurar roupa que lhe ficasse bem e servisse daquela que tinha lá por casa. Não teria grandes problemas em encontrar, uma vez que a altura dele era um metro e setenta… não fugia muito da minha. Pensei numa camisa aos quadradinhos em tons de azul e verde que me era grande e numas calças de ganga que comprei quando estava com intenção de pintar a casa. Elas eram-me largas e de certeza que lhe serviam!
Abri a porta do armário e arrumei a shotgun. Dei um ligeiro murro na porta ao lado e abri-a. A minha carabina Stoeger X10 de madeira, óptima para aqueles trabalhinhos de precisão que só uma sniper pode fazer, encontrava-se pendurada na porta e do lado de dentro as minhas camisas e camisolas pouco coloridas. Tirei a que se lhe destinava da minha colecção pessoal de camisas de trabalho (cor que dominava? Preto e verdes escuros e muitas outras cores escuras, necessárias para a perfeita camuflagem). De seguida, retirei da primeira gaveta da comoda as calças que estavam mesmo ao lado das granadas militares e entreguei-lhe a roupa.
- A porta é ao fundo do corredor à esquerda, despacha-te - disse-lhe severamente. Só assim é que ele me obedeceria… Detestava ser assim. Mandona.
Levantando-se relutantemente, ele agarrou na roupa e foi para a casa de banho. Eu sentei-me na cadeira da secretária situada do lado esquerdo da cama, encostada à parede e peguei numa folha de papel em branco.
                "Karl,
                Não te preocupes, ele não respirará (ou seja lá o que for que faz) por muito mais tempo.
Haley"
Só me vinha isto à cabeça.
Dobrei-a e meti-a dentro do porta-mensagens do Eddie. Logo de seguida apareceu ele. Até que não lhe ficava muito mal a roupa. A camisa combinava bem com o seu tom de pele moreno… sacudi a cabeça e pusemo-nos a caminho da loja de animais para lhe comprar uma coleira.
- Sabes, o teu “Romeo e Julieta” é muito mórbido: “Oh! Antro abominável, seio da morte, que tragaste o mais precioso manjar que a Terra possuía. Eis como eu forço as tuas maxilas podres a abrirem-se, e contra a tua vontade te faço engolir uma outra presa”. Como é que pode haver pessoas que gostem disso? Todos os Romeos e Julietas que li até agora são todos mórbidos. O último estava dividido em 40 livros ou uma coisa parecida, e falava do início da Terra, de um indivíduo receber uma tabuleta de mandamentos, separou o mar, houve uma praga que matou muita gente, uma cheia em que um homem fez uma arc…- estava Eddie a dizer, à medida que passávamos um cemitério, antes de eu o interromper.
- Tu leste a Bíblia?? Todos os 76 livros?? Não tens mais nada que fazer na vida? Já agora, como é que acabaste de recitar um verso completo do meu livro?- Disse-lhe pensando como é que ele tinha conseguido fazer aquilo tudo… nota-se bem que não batia bem…
- Sim, não, sim, memória fotográfica- Respondeu-me com a maior descontracção – Sabes, também só existem perto de 40 livros, não deves ser da mesma religião que eu.- Continuou ele fazendo-me lembrar a Mad. Ela era do tipo sabichona.
Comecei a pensar no que ele tinha dito. Aquilo eram tudo coisas que aconteceram no velho testamento… o que quer dizer que só tinha lido o velho testamento!
- Há quantos anos leste esse livro?- perguntei-lhe começando a pensar que ele não tinha a idade que pensava.
- Há volta de 2 mil e poucos anos.
- AH… isso explica tudo… também nunca ouviste falar de Jesus…
- Hum… não, nem por isso…- ele disse, confirmando as minhas suspeitas.
- Ah, bem sabes, apareceu cá na Terra um homem que fazia milagres e então diziam que ele era o filho de Deus, e então há uma grande nova parte na Bíblia.- Continuei-lhe a explicar o resto do caminho quem era Jesus e o que tinha acontecido. Ele foi-me fazendo cada vez mais perguntas.
Eventualmente, chegámos à loja dos animais. Eu conhecia bem a dona da loja, pois já não era a primeira vez que lhe pedia para me fazer uma coleira com dimensões gigantes ou encomendava comidas fora do vulgar para animais.
-Boa tarde, pode fazer-me uma coleira dourada, o dobro do tamanho do pescoço de um lobo normal?- O dourado iria condizer muito bem com a cor do pêlo dele. O pêlo médio, curto dele teria tons de castanho chocolate, tal como o seu cabelo quando estava na sua forma humana. Também ficava bem com a cor dos seus olhos: dourados na forma de liobo e cor de mel na forma humana. Era mesmo lindo em ambas as formas…
- Isso vai demorar 4 ou 5 dias a ser feita - informou-me a dona, acordando-me do meu transe…
Eia a coleira… Espero que o Eddie amanha não se esqueça de a ir buscar.
Naquilo ouvi um barulho vindo do lado de fora da gruta. Agarrei na M-16 e fui até à entrada da gruta. Não vi nada de perigoso.
Não havia sangue, nem o cheiro a podre, característico de um “un-dead” que teria lá passado há pouco tempo. Não, ali não tinha passado nenhum “un-dead”. O ar tinha um aroma doce, suave, quente… fazia-me lembrar o rasto que o Eddie deixava. Eddie… Suspirei. O que estaria ele a fazer… como seria tão bom estar com ele em vez de estar aqui atrás deste chato. Ele era simplesmente lindo. Adorava vê-lo na sua forma de liobo. O seu pêlo e aura ficava radiante quando ele estava alegre, mas quando estava triste o seu pêlo perdia a vida, ficava sem brilho, era plano… detestava vê-lo assim. Ele tinha a característica do seu pêlo mudar consoante o seu estado de espírito. Tal como o facto de ter de ir para a rua pelo menos uma vez por dia, senão morria, graças a uma maldição que Apollo lhe lançara. Coitado, gostava mesmo de puder fazer algo por ele… até não é mau rapaz, só precisa de ser ensinado, coisa que Karl não se preocupou em fazer desde que Eddie fugiu de Apollo e Karl o adoptou há cerca de um ano.
Voltei para dentro da gruta. Uma voz, que conhecia bem demais, disse, rindo-se – Não estava à espera que parasses já aqui. Destes ter tido uma noite muito cansativa para teres parado nas redondezas da cidade, no meio de uma caçada.
Agarrei na M-16 com mais força e apontei-a para trás de mim, ficando arma-à-cara com um homem magro, cabelo cor do fogo, de olhos verdes com um tom sinistro. No momento seguinte estavam trinta abutres, vindos do nada, em meu redor. Estava cercada.

Fome - Capítulo 2 - O Novo Aluno

Segunda, o dia mais penoso do mundo.
Com um esforço sobrenatural levanto-me da cama e vou tomar o pequeno-almoço. Na cozinha já lá está minha mãe, um monte de suculentas panquecas e um copo de leite.
- Mmm que bom aspeto! Estou cheia de fome! - Disse enquanto devorava um monte de panquecas.
- E desde quando é que não estas com fome? - Perguntou rindo-se.
Encolhi os ombros e sorri. A fome humana nunca é tão intensa como a Fome de lobo, por assim dizer. A Fome é dolorosa, nunca mortal, mas enlouquecedora. Uma coisa que ninguém conseguiu perceber é porque precisamos de comida humana e de comer algo que bem, que esteja “vivo”. As melhores teorias dizem que, como somos metade animais, temos o instinto de comer o que matamos ou assim... Bem, apesar de todas estas suspeitas de uma coisa temos a certeza: temos de saciar a Fome, porque se não a saciarmos durante algum tempo, enlouquecemos e somos muito capazes de nos transformar em público e comermos a primeira coisa viva que nos aparecer. Mas, ao contrário do que as lendas dizem, não somos afetados pela lua cheia, ou prata, caraças nem sequer somos lobisomens, quer dizer transformamo-nos em lobos mas preferimos o termo metamorfos.
Depois do pequeno-almoço subi até ao meu quarto e vesti uma sweatshirt preta, as primeiras calças de ganga que me apareceram, as minhas all-star pretas e fiz o meu rabo-de-cavalo habitual.
Como ainda tinha tempo até serem horas de sair para ir para a escola, aproveitei para ver um pouco de televisão, mesmo que fossem só dez minutos. Os únicos programas que estavam a dar eram uma seca, por isso, decidi sair mais cedo.
A caminho da escola vi um alce escondido por entre a vegetação que me deu água na boca. É estranho mas nesta cidade é muito comum ver alces a vaguear pelas ruas. Para as pessoas normais são uma praga horrível e perigosa, mas para a minha família uma praga suculenta e deliciosa.
Aliás, os meus pais decidiram mudar-se de uma vila do Alentejo, uma região de Portugal, quando eu tinha mais ou menos seis anos, pois para alimentar uma família como a nossa uma ou duas vacas não davam e, se apanhássemos mais, os agricultores iam suspeitar. Por isso andámos pela Europa até que o meu pai apanhou o rasto de uns metamorfos amigos que estavam de férias na Alemanha e nos sugeriram vir para cá.
Eles também vivem aqui, na outra ponta da cidade, porem eles não se transformam em lobo mas sim numa espécie de humano com asas, dentes e ouvidos de morcego, que não se alimentam da carne mas sim do sangue das presas.
Os filhos dos amigos do meu pai, o Adrian e a Shioban, são os meus melhores amigos e as únicas pessoas em que eu posso confiar verdadeiramente.
Chego e seguidamente e entro na enorme escola de South Anchorage High School.
Não tenho aqui praticamente amigos nenhuns, apenas uma rapariga simpática que por vezes anda comigo, talvez por pena, a Sophie.
A maioria dos humanos seguem o instinto de se afastarem de nós por isso é difícil fazer amigos.
A campainha toca e vou para a aula de Inglês do primeiro tempo. Sento-me numa carteira sozinha e vou tentando prestar atenção á aula. A aula estava a decorrer normalmente quando se ouve um toque na porta.
- Entre! - Gritou a professora.
- Peço desculpa pelo atraso. - Um rapaz bonito de cabelo castanho-escuro espetado, olhos incrivelmente verdes, t-shirt de manga comprida preta, casaco de cabedal, botas de motoqueiro e um ar de bad boy irresistível entrou. - Sou novo aqui. Chamo-me Adam. Adam Hatten.
- Não faz mal. - Suspirou a professora obviamente incomodada pela interrupção. - Mmm... sente-se ali á beira da mmm... Alexandra.
Bonito...
Não me interpretem mal, o rapaz é muito giro mas, quanto mais tempo estiver junto de mim, mais me achará esquisita e terá medo de mim, tal como o resto da escola.
- 'lá! - Disse fazendo um sorriso encantador.
Fiquei surpreendida. A maioria dos humanos seguia o instinto de se afastar de mim, mas lá estava ele descontraído... só se ele fosse um metamorfo.
Funguei duas vezes e pelo cheiro, era um simples humano normal. Esquisito.
- Olá. - Respondi finalmente.

***

           -Então Alex, já viste o novo rapaz? É tão podre de bom! - Disse a Sophie alegremente sorrindo. 
- Sim, senta-se ao meu lado em inglês do primeiro tempo.
- Oh meu deus! E então?
            - Então o quê? - Perguntei confusa.
            - É tão fixe como dizem por ai?
- Sei lá. - Encolhi os ombros.
- Meu deus, se fosse eu a estar ao pé dele... - Disse ela com um olhar sonhador.
Revirei os olhos. A Sophie apaixonava-se demasiado facilmente e depois sofria, e bastante.
Fomos até à cantina buscar a comida e sentámo-nos numa mesa onde estavam umas amigas da Sophie. Sentei-me na cadeira mais distante.
- Já viste o novo rapaz Sophie? - Perguntou uma rapariga baixa, que se não me engano, chama-se Anna.
- Sim, é uma brasa. – Disse. - E sabes quem esta ao pé dele... a Alex!
- A Alex? - Olhou para mim com ar de “pobre coitado” mal disfarçado.
- Sim! Não é maravilhoso?! Ela pode pedir-lhe o número para nós! - Sorriu.
- Seria tão fixe! - Disse outra rapariguinha cujo nome já me esquecera.
Suspirei e revirei os olhos. Ao mesmo tempo o Adam entrou na cantina e fez um sorriso sedutor para umas raparigas que eram o total cliché de meninas populares: loiras, com quilos de maquilhagem em cima, decotes provocadores e shorts que mal tapam o rabo, que usavam mesmo estando um frio de rachar.
Só reparei que estava a olhar fixamente para ele quando a Stacia, uma das raparigas a quem ele sorriu, fez-me um sorriso de desdém e o seu clone mais burro, Avery ficou a olhar para mim como se fosse contagiosa. Mas o que me surpreendeu foi o facto de o Adam me olhar, bem, como se fosse normal, coisa que ninguém desta escola, sem ser a Sophie, fazia.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

The New York Times - Top 5 Best Sellers da Semana (Ficção Impressa e E-book)

1 - Inferno de Dan Brown (Imagem da Capa) - A semana passada também estava na primeira posição e encontra-se no top há 6 semanas consecutivas.
2 - The Ocean At The End Of The Lane de Neil Gaiman (Imagem da Capa) - É a primeira vez que se encontra no top.
3 - And The Mountains Echoed de Khaled Hosseini (Imagem da Capa) - Manteve-se no terceiro lugar e está no top há 5 semanas.
4 - The Heist de Janet Evanovich e Lee Goldberg (Imagem da Capa) - É a primeira vez que se encontra no top.
5 - Entwined With You de Sylvia Day (Imagem da Capa) - A semana passada estava na segunda posição e encontra-se no top há 3 semanas.
Para ver a lista original ou para terem mais informação Aqui.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Hunger - Chapter 1: The Hunt

NOTE: This tale IS NOT mine, I merely translated it into English, the original author of it is the contributor Jaqueline Miguel.

New moon, perfect for hunting.
With visibility practically null, the juvenile moose can only guide itself through its hearing and hyper-sensitivity to smell, but today it wasn’t going to do him any good. The wind is in my favor and I'm practically inaudible.
Eating the green grass of late fall, the moose is distracted. It is the perfect time.
With a quick move, the moose only notices me when my mouth is inches from his neck. Quickly, I bite his neck and, with a little strain, I separate its spine. Dying almost immediately, the moose vanish in blood.
While the meat is still hot, I devour its back thighs, where the meat is tenderer and less greasy, scraping the skin with my paws. I end my huge meal, half way through, fully satisfied.
I don’t hide the half-eaten corpse. In times of scarcity, I would have to hide it to eat it later, however, here in Anchorage, Alaska; there are moose in abundance. It’s even considered a destructive pest.
I hear a distant howl, followed by another. It’s my parents. It was time to go home.
Running through the beautiful forest near the suburbs, I appreciate the wonderful feeling of the wind flowing through my black fur.
It didn’t take more than five minutes to get to the ledge that separates civilization from the forest, where a huge, black wolf, the size of a polar bear, aka Laurence Wolford, banker and my father, is waiting for me. From the blood on his muzzle, paws and belly, he’d had a great hunt. A chocolate brown wolf, much smaller than my father and slightly smaller than me, my mother, had arrived, and brought, in her mouth, a bunch of clothes that were hidden under bushes.
We changed. Despite being a bit embarrassing to get dressed in front of our parents, to me, it was normal. Since I was seven, which I didn’t even measure up to my dad’s two-metre huge waist, I was already hunting rabbits and other small animals.
We went to my dad's SUV up to our simple but spacious home.
After a long, hot and delicious bath I went to bed and landed shortly.
The hunger is sated … at least for now, it always comes back.
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