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segunda-feira, 24 de junho de 2013

The New York Times - Top 5 Best Sellers da Semana (Ficção Impressa e E-book)

1 - Inferno de Dan Brown (Imagem da Capa) - A semana passada estava na segunda posição e encontra-se no top há 5 semanas consecutivas.
2 - Entwined With You de Sylvia Day (Imagem da Capa) - A semana passada estava na primeira posição e encontra-se no top há 2 semanas.
3 - And The Mountains Echoed de Khaled Hosseini (Imagem da Capa) - Manteve-se no terceiro lugar e está no top há 4 semanas.
4 - Forever Too Far de Abbi Glines (Imagem da Capa) - É a primeira vez que se encontra no top.
5 - Bad Monkey de Carl Hiaasen (Imagem da Capa) - É a primeira vez que se encontra no top.
Podem ver a lista original aqui para mais informação.

sábado, 22 de junho de 2013

Uma Flecha Que Voltou - Capítulo 6: Procura-se: não repetir o passado

Olá!
Aqui está o próximo capítulo acabado de sair do forno!
Espero que gostem! =]

Capítulo 6 – Procura-se: não repetir o passado.
Após aquele encontro com a mãe de Clare, evoquei a minha mota e parti sem destino. Não fazia a mínima ideia onde se encontraria Clare. E muito menos a quem recorrer. O tempo escasseava e a última coisa que eu queria era que ela morresse… Não, isso não é uma escolha, muito menos uma hipótese.
 Estacionei à beira de um precipício. Uma lagrima começou a desenvolver-se, sentia-me completamente sozinho, perdido. Estava cansado disto tudo. Logo agora que tinha reencontrado a minha preciosa Psiquê, tinha de aparecer Artemis e saber de tudo. Bolas! Quando é que me iam parar de chatear e deixar-me ser eu, Eros, o deus do amor.
Depois de me ter acalmado, parti para Olimpia. Tinha de começar por algum lugar e ficar na terra dos mortais não ajudaria. Havia muito que questionar e muito pouco tempo. Fui visitar Artemis, podia ser que ainda houvesse alguma hipótese de ela não ter feito nada. Por mais pequena que fosse…
Um homem com dois metros e cinco, cabelo preto como a noite e lábios e garras pretas, claramente Atlante, visto que esses deuses eram os únicos que possuíam a pele azul, saiu disparado do templo de Artemis.
- Olá Acheron, o que tens? - Perguntei-lhe, não era normal ver o chefe dos predadores da noite, um grupo de imortais espalhados por todo o mundo que caçam Daemons (vampiros que sugam as almas das pessoas para poderem viver mais uns anos), assim tão zangado.
- Oh… Olá Eros. Se fosse a ti não ia lá dentro… - Respondeu-me antes de desaparecer sabe-se lá para onde.
Eu, sinceramente, não queria minimamente saber o que tinha acontecido desta vez. Entre os deuses de Olimpia, corria um boato que eles tinham uma relação, estranha, mas uma relação. Muitas apostas era de que havia um caso entre os dois, outros ficavam-se apenas por pensar que as visitas fossem de amizade. A minha opinião era que Artemis tinha muito orgulho na sua reputação e mesmo que houvesse um caso, ela nunca o iria admitir. “Bem, altura de enfrentar a fera!” Pensei para mim mesmo.
Entrei pelo palácio imperial da senhora Artemis. Esta encontrava-se no seu trono, com o seu magnífico cabelo ruivo a brilhar como uma chama incandescente, visivelmente aborrecida.
- Precisas de alguma coisa? – Perguntou Artemis, sorrindo com malicia.
Eu controlei-me para não a insultar, era melhor calar-me e conseguir tirar a informação que precisava, mais tarde trataria da sua saúde.
- Sim, gostava de saber se sabias alguma coisa de raptos…
- Ela foi levada por Proteus, até ao reino de Hades, ou seja, ela está no inferno com alguém que ela pensa ser a tua fotocópia. Vai, põe-te a andar que eu não tenho disposição para mais jogos.
Ok… não estava à espera desta sinceridade repentina vinda de Artemis. Nota para futuros favores: ver se apanho a altura depois do Acheron discutir com ela.
Com isto, zarpei até à entrada do submundo. Paguei a moeda ao velho Caronte para atravessar o rio e ir ter com Hades. Para não variar, Cérbero, filho de Tifão, o destruidor de deuses, estava a dormir de olhos abertos e a encharcar o chão de baba à entrada da gruta que ia dar ao submundo. Que nojo. - Meu acorda! – Gritei-lhe.
O cão gigante de três cabeças levantou-se e espreguiçou-se.
- O que te trás aqui Eros? – Uma das cabeças perguntou-lhe curiosamente. Não estava no plano alguém aparecer lá, daí a sua pequena sesta. Nem tão pouco era normal ver Eros, embora que ele até gosta-se dele.
- Venho visitar Hades, um velho amigo dele lembrou-se de me tirar algo que me pertence. Está descansado que assim que a tiver, eu saiu. Permites-me a visita? – Perguntei-lhe, sabendo que isso ia dar uma carga de trabalhos. Cérbero era conhecido por não deixar sair ninguém de lá dentro.
- E o que ganhos com isso? – Perguntou-me.
Quando Artemis me disse que estava no submundo, preparei um bolo bastante grande de mel, o que Cérbero aceitaria para pagar a passagem. Mostrei-lhe o bolo, automaticamente começou a salivar. Ainda bem que continuava a uma grande distância dele, só para o caso de acidentes. Nunca se sabe, os cães são traiçoeiros e este era uma grande prova disso. E este momento serviu bem para não ficar todo babado.
- Tenho isto para ti mas só te entregarei no regresso. Agora deixa-me passar. – E com isso, ele permitiu-me a passagem, meio chateado porque queriam o doce agora, não logo.
Eu avancei para a gruta. A gruta era sombria, escura e rugosa. A meio, comecei a ouvir vozes, sorri ligeiramente. Era bom saber que Artemis não tinha mentido. Bem, também se tivesse mentido estava tramada. Era guerra na Terra, literalmente. Por mais doce que possa parecer, tenho um grande temperamento.
- O que é que você pretende fazer com ela? – Dizia uma voz grossa, claramente aborrecida por ter invasores no seu reino, afinal de contas quem é que viria esconder uma pessoa que é a reencarnação de uma das poucas pessoas que já cá tinha estado. Só mesmo aqueles com um ligeiro problema na cabeça de certeza.
- Bem, digamos que o passado vai repetir-se. – Uma segunda voz, ligeiramente mais fina, cheia de malícia, respondeu.
Seguiu-se um silêncio e, uns minutos mais tarde, cheguei finalmente ao fim da gruta para encontrar Hades sozinho no seu trono de ossos humanos numa sala enorme que tinha quatro portas, duas davam para os campos Elísios e Tártaro, outras duas deveriam ser para os seus aposentos. Ainda bem que estava sozinho, visto que ele não concordava muito com a ideia.
- Mais um? São os meus anos hoje? Ninguém se lembra de mim a não ser que queiram algo de mim. – Resmungou ao ver-me na entrada da gruta. Ele fazia-me lembrar uma criancinha mimada que não tinha recebido a prenda que queria.
- Sim, procuro Psiquê, Proteus ou uma fotocópia de mim, viste algum desses? - Respondi-lhe. Eu, sinceramente, não tinha nada contra ele, apenas não gostava dele. Por isso quanto mais rapidamente isto estava terminado melhor.
- Ah… sim, estão lá para o fundo algures, eu não sei, nem quero saber. Só quero que deixem de invadir-me a casa! – Hades respondeu-me, suspirando. O melhor é mesmo despachar-me porque isto vai rebentar. Pensando bem, esta disposição de Hades até pode vir a dar jeito …
Corri para a segunda porta do seu lado esquerdo, para a qual ele tinha apontado anteriormente. Com um grande encontrão, consegui abri-la. Do outro lado encontrava-se uma sala comprida, pouco iluminada. E na parede do fundo, parecia que estava uma coisa deitada no meio do chão, toda encaracolada. Era muito difícil de ver porque era numa das partes mais escuras.
Aproximei-me, cuidadosamente. Entrei em estado de choque.
Clare encontrava-se no meio do chão, ensanguentada. A roupa toda vermelha, cheia de sangue derivado dos golpes que não tinham bom aspecto. Estava acorrentada à parede e desmaiada. Como é que tinham coragem de fazer-lhe isto… Eu fui logo socorrera-la. Ela estava um pouco fria, com pouca cor. O seu batimento cardíaco muito fraco. Possivelmente teria poucos minutos de vida.

- Voltamo-nos a encontrar Eros.- Disse uma voz à entrada da porta. Um arrepio percorreu a minha espinha.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Opinião - Anjo Caído


Titulo: Anjo Caído (originalmente Fallen)
Autora: Lauren Kate
Ano de Lançamento: 2009
Editora: Planeta
Número de páginas: 326
Bestseller do The New York Times
Sinopse: Lucinda Price era uma aluna excelente e dedicada, contudo aconteceu um “acidente” que mata o seu namorado, e esta é mandada para Sword & Cross, um campo de correção juvenil.
            Num lugar que não é simplesmente do seu tipo, Luce, como prefere que lhe chamem, encontra bons amigos, Arriane, uma rapariga não parece muita sã, e Penn, uma rapariga que simplesmente não parece pertencer aquele sítio. Contudo também trava conflitos com uma punk chamada Molly, que parece odia-la por nenhuma razão, e ainda Gabrielle uma loira fenomenal que Luce não suporta. E por entre todos aqueles miúdos esquisitos que não são nada o seu género, Luce encontra Cam e Daniel. Um, simpático, querido e que se preocupa com ela, e outro, misterioso, indiferente e que não quer nada com ela, todavia que a atrai como um íman gigante. Num lugar onde nada é o que parece, onde inimigos se tornam amigos e amigos em inimigos, em quem Luce poderá confiar? Será Cam ou Daniel a quem o seu coração pertence?


Uma História de Amor Proibido
Este livro cativou-me desde o primeiro parágrafo, com descrições que nos permitem visualizar o local como se estivéssemos lá e um conteúdo intrigante, cheio de mistério e de fortes emoções.
           O mais interessante neste livro é a forma como a autora criou personagens que, do início ao final do livro, mudam tanto e nos mostram lados que nós nunca conseguiríamos imaginar. Outra coisa que também achei muito interessante foram as fabulosas descrições dos locais e das personagens, como já tinha referido, permite-nos “ver” o local onde a ação esta a decorrer como se fosse num filme e as personagens estivessem a nossa frente. Apesar de este livro ter um pouco de conteúdo religioso no final, o que não me costuma agradar muito nos livros e filmes, neste livro isso não me desagradou, aliás deu como que uma explicação sobre algumas personagens e algumas situações que aconteceram no livro.
           Basicamente, adorei ler este livro e recomendo-o pessoas que apreciem bons romances proibidos.
           Se forem como eu este livro vai pôr-vos em desespero até terem o próximo livro da série, Tormento.

The New York Times - Top 5 Best Sellers da Semana (Ficção Impressa e E-book)

1 - Entwined With You de Sylvia Day (Imagem da Capa)
2 - Inferno de Dan Brown (Imagem da Capa)
3 - And The Mountains Echoed de Khaled Hosseini (Imagem da Capa)
4 - Joyland de Stephen King (Imagem da Capa)
5 - Revenge Wears Prada de Lauren Weisberger (Imagem da Capa)
Alguns destes livros já podem ser encontrados em Português. Podem ver a lista original aqui.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Opinião - Alex e Eu

Título: Alex e Eu (originalmente Alex & Me)
Autora: Irene M. Pepperberg
Ano de Lançamento: 2008
Editora: Caderno (grupo LeYa)
Número de páginas: 215

Livro do Ano do New York Times

Sinopse: Quando Alex morreu, aos 31 anos, a notícia correu mundo, relatada pelas rádios e televisões evocada em obituários de publicações tão prestigiadas como a Economist ou o New York Times.

Alex era um papagaio muito especial. Falava como gente grande, mais de 150 palavras, conhecia números, cores, formas, pensava pela sua própria cabeça, até fazia contas de somar. Tinha aprendido tudo isso com Irene, uma cientista brilhante que ao longo de 30 anos o ensinara, lhe estudara cada gesto, registara cada novo passo.

Em Alex e Eu, porém, Irene conta uma outra história, que nunca apareceu nos jornais. Fala da sua relação afetiva, apaixonada, com um papagaio extraordinário, recorda um quotidiano feito de saudades, de birras, de momentos de ternura ou de ataques de ciúmes. E do modo como, todas as noites, antes de sair, Alex lhe dizia fielmente: "Porta-te bem. Gosto de ti. Vens amanhã?" Ao que ela respondia: "Sim, venho amanhã. Também gosto de ti."


Uma Experiência de Amor
            Não sendo particularmente adepta de livros que retratem histórias verídicas, foi com surpresa, admiração e tristeza que cheguei ao fim. Alex e Eu é uma leitura fácil e cativante, principalmente para todos aqueles que, como eu, adoram animais.
            As primeiras páginas transportam-nos para o momento imediatamente após a morte de Alex, onde a cientista Irene Pepperberg nos conta o que, mais tarde ou mais cedo, todos acabam por perceber: após a morte de alguém importante é que lhe dão o reconhecimento que merecia em vida. Assim foi também com Alex, um papagaio tão inteligente como qualquer primata e que deixou bem claro que é errado usar a expressão “cérebro de passarinho” como termo pejorativo. Quase não consegui conter as lágrimas com as belas frases de condolências que enviavam diariamente em memória ao papagaio que mudou o mundo. Mais tarde, dei comigo a rir ao longo do livro com as situações vividas pela cientista à medida que treinava o seu “objeto de experiência”. Ele tinha uma personalidade dominante bem vincada, o que leva a umas situações hilariantes ao longo da história. Magnificamente bem escrito, penso que é um livro bem dividido entre o rigor científico e a descontração de um ser humano que, inevitavelmente, amou o papagaio com quem aprendeu tanto quanto ensinou ao longo de 30 anos de vida.
        Recomendo a leitura a todos aqueles que valorizam a “inteligência animal” mas aviso que provavelmente acabarão o livro a pensar o mesmo que eu: “Quero um papagaio!”.