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quarta-feira, 19 de junho de 2013

The New York Times - Top 5 Best Sellers da Semana (Ficção Impressa e E-book)

1 - Entwined With You de Sylvia Day (Imagem da Capa)
2 - Inferno de Dan Brown (Imagem da Capa)
3 - And The Mountains Echoed de Khaled Hosseini (Imagem da Capa)
4 - Joyland de Stephen King (Imagem da Capa)
5 - Revenge Wears Prada de Lauren Weisberger (Imagem da Capa)
Alguns destes livros já podem ser encontrados em Português. Podem ver a lista original aqui.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Opinião - Alex e Eu

Título: Alex e Eu (originalmente Alex & Me)
Autora: Irene M. Pepperberg
Ano de Lançamento: 2008
Editora: Caderno (grupo LeYa)
Número de páginas: 215

Livro do Ano do New York Times

Sinopse: Quando Alex morreu, aos 31 anos, a notícia correu mundo, relatada pelas rádios e televisões evocada em obituários de publicações tão prestigiadas como a Economist ou o New York Times.

Alex era um papagaio muito especial. Falava como gente grande, mais de 150 palavras, conhecia números, cores, formas, pensava pela sua própria cabeça, até fazia contas de somar. Tinha aprendido tudo isso com Irene, uma cientista brilhante que ao longo de 30 anos o ensinara, lhe estudara cada gesto, registara cada novo passo.

Em Alex e Eu, porém, Irene conta uma outra história, que nunca apareceu nos jornais. Fala da sua relação afetiva, apaixonada, com um papagaio extraordinário, recorda um quotidiano feito de saudades, de birras, de momentos de ternura ou de ataques de ciúmes. E do modo como, todas as noites, antes de sair, Alex lhe dizia fielmente: "Porta-te bem. Gosto de ti. Vens amanhã?" Ao que ela respondia: "Sim, venho amanhã. Também gosto de ti."


Uma Experiência de Amor
            Não sendo particularmente adepta de livros que retratem histórias verídicas, foi com surpresa, admiração e tristeza que cheguei ao fim. Alex e Eu é uma leitura fácil e cativante, principalmente para todos aqueles que, como eu, adoram animais.
            As primeiras páginas transportam-nos para o momento imediatamente após a morte de Alex, onde a cientista Irene Pepperberg nos conta o que, mais tarde ou mais cedo, todos acabam por perceber: após a morte de alguém importante é que lhe dão o reconhecimento que merecia em vida. Assim foi também com Alex, um papagaio tão inteligente como qualquer primata e que deixou bem claro que é errado usar a expressão “cérebro de passarinho” como termo pejorativo. Quase não consegui conter as lágrimas com as belas frases de condolências que enviavam diariamente em memória ao papagaio que mudou o mundo. Mais tarde, dei comigo a rir ao longo do livro com as situações vividas pela cientista à medida que treinava o seu “objeto de experiência”. Ele tinha uma personalidade dominante bem vincada, o que leva a umas situações hilariantes ao longo da história. Magnificamente bem escrito, penso que é um livro bem dividido entre o rigor científico e a descontração de um ser humano que, inevitavelmente, amou o papagaio com quem aprendeu tanto quanto ensinou ao longo de 30 anos de vida.
        Recomendo a leitura a todos aqueles que valorizam a “inteligência animal” mas aviso que provavelmente acabarão o livro a pensar o mesmo que eu: “Quero um papagaio!”.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Fome - Capítulo 1 - A Caçada

Noite de lua nova, perfeita para caçar.
Com a visibilidade praticamente nula, o alce juvenil apenas se pode orientar através da sua audição e olfacto apurados, mas isso hoje não lhe vai servir de nada. O vento está a meu favor e sou praticamente inaudível.
Comendo a relva verde dos fins de outono, o alce está distraído. É a altura perfeita.
Com um lance rápido, o alce apenas se apercebe de mim quando a minha boca está a centímetros do seu pescoço. Com um golpe rápido mordo-lhe o pescoço e fazendo força separo-lhe a espinha, morrendo quase de imediato, o alce esvaíra-se em sangue.
Enquanto a carne ainda está quente devoro-lhe as coxas traseiras, onde a carne é mais tenra e menos gordurenta, raspando a pele com as patas. Termino a minha enorme refeição a meio, já satisfeita.
Não escondo o cadáver meio comido. Em tempos de escassez teria de o esconder para depois o comer, contudo, aqui, em Anchorage, no Alasca, os alces abundam, sendo mesmo considerados uma praga destrutiva.
Oiço um uivo distante, seguido de outro, e uivo também. São os meus pais e chegou a hora de ir para casa.
Correndo pela bonita floresta perto dos subúrbios, aprecio a sensação maravilhosa do vento no meu pelo preto.
Não demorei mais de cinco minutos até chegar à borda que separa a civilização da floresta, onde já lá está um enorme lobo preto do tamanho de um urso polar à minha espera, também conhecido por Laurence Wolford, banqueiro e meu pai. Pelo sangue no seu focinho, patas e barriga tinha feito uma excelente matança. Um lobo castanho chocolate muito mais pequeno que o meu pai e ligeiramente mais pequeno do que eu, a minha mãe, tinha chegado, e trazia um monte de roupas que estavam escondidas debaixo de uns arbustos, na boca.
Transformámo-nos. Apesar de ser um pouco constrangedor vestirmo-nos à frente dos nossos pais, para mim, já é habitual. Desde que era uma criança de sete anos, que quase nem à cintura do meu enorme pai de dois metros chegava, já andava a caçar coelhos e outros pequenos animais.
Fomos para o SUV do meu pai até à nossa simples mas espaçosa casa.
Depois de um longo, quente e delicioso banho fui-me deitar e aterrei logo.
A Fome está saciada...pelo menos por agora, ela volta sempre.


Espero que gostem!

terça-feira, 4 de junho de 2013

Uma Flecha Que Voltou - Capítulo 5: O Conto

Olá pessoal! Peço desculpa pelo atraso, mas aqui vai o capítulo  do mês passado. Espero que gostem! =]

Capítulo 5: O Conto

Clare agarrara Caleb novamente, acalmando-o. Não estava à espera desta reacção vinda dele. O que será que acontecera para ele estar assim?
Caleb saltou dos braços de Clare, foi a correr para o quarto dela e começou à procura de roupas. Vasculhou armários e gavetas e escolheu meia dúzia de peças que pensara serem necessárias para os próximos dias. Clare, aflita, seguiu-o.
-C…Caleb, o que estás a fazer?- Perguntou Clare à entrada do quarto. Caleb tinha-o virado do avesso, mas o mais engraçado era que sabia onde estava tudo. Não entendia o que se passava. Porque raio estaria ele em tamanha aflição? Parecia que o mundo ia acabar ou então ele fizera alguma coisa e, se calhar, agora ela tinha de fugir do país por o ter ajudado… Bonito.
- Não posso explicar-te, primeiro, as malas, depois conversamos.- Foi a única resposta que Clare obteve de Caleb. Isto irritou-a profundamente. Dirigiu-se a ele enquanto se encontrava de costas, e meteu a sua mão bem pesada, de tantos treinos de Karaté, no ombro de Caleb, obrigando-o a virar-se para ela.
- Primeiro, quando se fala com uma pessoa olha-se para ela. Segundo, eu não vou a lado nenhum sem ter primeiro uma explicação lógica. E por ultimo, tu tens de me esclarecer uma certa coisa… - Clare disse-lhe, olhando bem nos olhos de Caleb.
Caleb pousou o casaco de inverno que tinha na mão e sentou-se à borda da cama, respirando fundo. Onde é que ele iria começar?
- Ok, eu digo-te mas é uma longa história e quase de certeza que se te contar tu não acreditas. Tu estás em perigo. Uma certa pessoa descobriu que estás viva e agora vai contar a outra e… pronto agora tens de te esconder. A minha sugestão era a minha casa, mas para isso temos de visitar a minha mãe…
- Pára de inventar. Eu sei quem tu és. Tu és um deus ou que raio e estás a dizer-me que não consegues proteger-nos? A última vez que vi deuses não podem matar deuses! Basta meteres-te à minha frente ou fazeres um acordo qualquer e, pronto, problema resolvido! - Respondeu Clare, profundamente irritada. Já estava farta desta história toda. Farta de desmaiar, farta de tudo. Só por estar apaixonada por ele não queria dizer que iria aturar todas as maluqueiras! Até o raio da tatuagem…
- Ah, e já agora explica-me o que está isto a fazer no meu braço, Eros?! – Disse Clare a Caleb que ainda estava de boca aberta pela revelação repentina da verdade. O que iria ele agora dizer-lhe? Ela sabia de tudo!
- Urgh… ok então. Senta-te. – Caleb, ou melhor, Eros disse-lhe, expirando ruidosamente. – Não sei como, mas tu acertaste. Eu sou Eros, deus do amor, também conhecido por Cúpido. Tu, pelo que parece és a reencarnação da Psiquê, lendário amor do Cúpido… ou melhor… o meu. Não me perguntes como aconteceu porque até lá em cima está tudo confuso. Bem, mas como estava a dizer, uma certa deusa da caça e da noite, também conhecida por Artemis, soube desta notícia na pior das alturas. Quando tu tocaste na mota, o meu pai ligou-me e tive de ir ter com ele a Olímpia ver o que se passava. Cheguei lá e a Artemis andava a ameaçar o meu pai de entrar em guerra com ele. Cometi o erro de me descair e ela descobriu o que se passara contigo e quando ela estava para se ir embora, fui atrás dela. Eu tinha de impedi-la. Ela iria dizer tudo a Ftonos e depois era a história de Psiquê de novo… Eu não te poderia perder novamente… Estou disposto a arriscar tudo por ti, mesmo que isso queira dizer enfrentar cem centauros… que foi o que me esperava fora do palácio do meu pai. Uma armada de centauros prontos a atacar à espera do sinal. Atacaram-me, eu vim parar em cima do teu carro, e a última coisa que soube foi estar naquela cama. Agora a Artemis foi ter com Ftonos e não sei o que fazer.
- Certo… e a tatuagem? – Clare perguntou-lhe, muito duvidosa da história. Algo não fazia sentido…
- A tatuagem ainda não pude investigar, mas sei que temos de fugir. Eu tenho um plano, mas quero que tu não tenhas medo para onde vamos, porque, bem, aquilo não é dos sítios mais agradáveis…
Com aquilo, Clare ajudou Eros a arrumar mais umas peças de roupa em malas que ela tinha em casa. Foi à sua casa de banho buscar o essencial de maquilhagem, produtos faciais e coisas para o duche, ou seja, encheu mais meia mala.
- Hum… Tens a certeza que isso tudo é necessário? – Eros perguntou, olhando um bocado confuso para tudo o que ela estava a arrumar na mala. Realmente, nunca entenderia as mulheres. – Bem, já está tudo?
Clare agarrou em calçado e meteu dentro de um saco. Agora sim, estava pronta.
- Vamos então. – Clare disse-lhe. Entraram dentro do seu Audi, Eros a conduzir. – Posso ao menos saber mais ou menos onde fica?
- Num sítio bastante escuro… - Eros respondeu, olhando para ela. Um arrepio, pouco agradável, percorreu-lhe o corpo. Isto não estava certo…

Finalmente tinha descoberto onde ficava a casa de Clare. Após horas e horas caído no meio do pinhal, finalmente dei com a casa de Clare. Só espero ainda ter chegado a tempo. Depois daquele problema todo com os centauros, a Artemis tinha um grande avanço sobre mim, por isso o melhor era ir ter com Clare, protege-la em casa da minha mãe e depois ir acertar umas contas com Artemis e Ftono…
Toquei à campainha, uns passos muito apressados soaram lá dentro. Uma senhora nos seus trinta e tais apareceu à porta. A sua cara estava muito pálida, cheia de preocupação. Era bastante aparecida com Clare. Um mau pressentimento invadiu-me.
- A senhora está bem? A Clare está em casa? – Balbuciei. Não consegui evitar de perguntar se a senhora estava bem primeiro pois a sua cara deixava qualquer pessoa mal.
- Não… Ela desapareceu. Desde a manhã de ontem que não a vejo e a ultima vez que falei com ela foi ontem à noite.
- Então, mas Clare não voltou hoje da escola?
- Meu filho, hoje é sábado… Não há aulas.
Fiquei surpreendido com esta revelação. Podia jurar que só tinha ficado alguns minutos fora de combate… Oh não… isto está pior que eu imaginava.
- Minha senhora, não se preocupe. Havemos de encontrar a sua filha, nem que vá aos fundos do inferno…

segunda-feira, 20 de maio de 2013